- O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou que a seleção não vai participar da Copa do Mundo deste ano, que começa em três meses nos Estados Unidos, México e Canadá.
- Ele disse que não há condições mínimas de segurança para os atletas, após os ataques que matou o aiatolá e deram origem à guerra no Oriente Médio.
- O Irã está no grupo G, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia; as partidas da equipe seriam em Los Angeles e Seattle.
- A situação ganhou ainda mais atenção após protestos da seleção feminina e pedidos de asilo de jogadoras na Austrália durante a Copa da Ásia.
- Se confirmada a desistência, o Irã seria o primeiro país a abrir mão de disputar uma Copa do Mundo desde 1950.
O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, disse nesta quarta-feira que a seleção do país não participará da Copa do Mundo deste ano, que ocorrerá nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A decisão ocorreu após ataques que, segundo ele, tiraram a vida do líder iraniano e geraram tensões no Oriente Médio.
Donyamali alegou que não há condições mínimas de segurança para os atletas disputarem a competição. Ele afirmou que os EUA teriam forçado o Irã a entrar em conflitos recentes e que milhares de iranianos foram mortos ou martirizados, justificando a ausência.
A seleção iraniana ficou no grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. As partidas do Irã estão marcadas para ocorrer nos Estados Unidos, com dois jogos em Los Angeles e um em Seattle.
Contexto e desdobramentos
Protestos envolvendo a seleção feminina iraniana aumentaram a incerteza sobre a participação do país. Algumas jogadoras deixaram de cantar o hino antes de partidas na Copa da Ásia, e houve pedidos de asilo na Austrália, onde a Copa do Mundo Feminina ocorre.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, informou ter conversado com autoridades norte-americanas na véspera, indicando que o time iraniano seria bem-vindo no país, segundo suas declarações publicadas nas redes. A confirmação oficial sobre a ausência ou participação ainda não foi divulgada.
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