- O chefe de políticas do Pentágono, Elbridge Colby, pediu aos ministros da defesa da Otan naBruxelas que a Europa eleve suas capacidades de combate e lidere a defesa do continente frente à ameaça russa.
- Colby afirmou que os Estados Unidos vão reduzir as forças convencionais na Europa, mantendo, porém, o compromisso com a aliança.
- Ele ressaltou que a Europa precisa ir além de planos e intenções e passar a ações e capacidades efetivas, com foco em estrutura de forças, prontidão, estoques e capacidade industrial.
- O encontro ocorreu a portas fechadas, com o pronunciamento divulgado pelo Pentágono logo após a fala, e também destacou que o “disuasion” nuclear estendido dos EUA continuará, mas as forças americanas na região serão empregadas de forma mais limitada e focada.
- Colby disse que os interesses mais relevantes dos EUA estão na dissuasão da China e nas Américas, cabendo à Europa liderar a defesa convencional; os Estados Unidos, porém, manterão o compromisso com a Article 5 da Otan.
Elbridge Colby, chefe de policy no Pentágono, pediu a ministros de Defesa da Otan que a Europa aumente suas capacidades de combate e assuma a liderança na defesa do continente frente à ameaça russa. A fala ocorreu em Bruxelas, durante uma reunião de ministros da defesa da aliança.
Colby, enviado à reunião em substituição ao chefe de políticas de defesa, disse que os Estados Unidos reduzirão forças convencionais na Europa, mas manterão o compromisso com a OTAN. A declaração foi feita a portas fechadas e divulgada pelo Pentágono logo após o discurso.
Conforme o discurso, a Europa precisa ir além de intenções e investir em capacidades. O objetivo é ajustar estruturas, prontidão, estoques e capacidade industrial às realidades de conflitos modernos.
O diplomata destacou a necessidade de foco na efetividade de combate, mesmo com mudanças em estruturas de força. Também ressaltou que haverá uma “deterrência nuclear estendida” dos EUA, com forças na Europa operando de forma mais limitada e focalizada.
Colby defende que os EUA deem prioridade a dissuasão na China e às Américas, enquanto a Europa assume a frente na defesa convencional. Ainda assim, o país assegura prontidão para o Artigo 5 da Otan.
O titular enfatizou que o apoio aos aliados permanece, mesmo com reordenações estratégicas. Nos últimos meses, Donald Trump pressionou por mudanças com a Dinamarca sobre Groenlândia, contexto destacado por críticos da política externa.
O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, e o ministro de Defesa da Holanda, Mark Rutte, manifestaram apoio à cooperação entre as nações. Rutte afirmou que o acordo permanece sólido e que a Otan continua possível de se adaptar.
Colby participou integralmente da reunião de cerca de três horas, ouvindo os 31 ministros. A presença dele foi interpretada como sinal de que os EUA mantêm relevância na aliança, mesmo com mudanças de liderança.
Fonte: Pentágono informou a divulgação do discurso pouco após sua entrega. A reunião em Bruxelas marca encontro anual de ministros para alinhamento de prioridades e estratégias da aliança.
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