- Estudantes egressos da Universidade Central da Venezuela saíram às ruas em Caracas e em outras cidades para exigir libertação de prisioneiros políticos e uma transição democrática.
- A cobertura dos protestos pela televisão venezuelana, incluindo a rede Venevisión, sinaliza um possível afrouxamento na repressão a manifestações.
- As demonstrações ocorreram em cidades como Barquisimeto, Ciudad Guayana, Maracaibo e Mérida, além da capital.
- Autoridades têm liberado mais de quatrocentos prisioneiros políticos e discutem uma proposta de anistia, em meio a um cenário de transição ainda incerta.
- A visita do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, gerou expectativa de novos investimentos, enquanto líderes oposicionistas alertam que o regime permanece no poder.
Manifestantes estudantis tomaram as ruas da Venezuela, com foco em Caracas, Barquisimeto, Ciudad Guayana, Maracaibo e Mérida, em meio a uma onda de protestos após a queda de Nicolás Maduro. As ações ocorreram em meio a um clima de maior liberdade de expressão, ainda sem uma mudança completa de regime.
Na capital, estudantes reunidos na Universidad Central exigiram a libertação de prisioneiros políticos, o retorno de ativistas exilados e uma transição completa para a democracia. A manifestação foi pacífica e contou com participação de centenas de pessoas.
Outras cidades também registraram mobilizações semelhantes, com estudantes de relações internacionais e áreas diversas pedindo fim da repressão e mais participação cívica. Relatos indicam um incremento no uso de espaços públicos para protesto, algo impensável semanas atrás.
Avanços e desafios
A atuação de organizações estudantis sinaliza uma mudança gradual no ambiente político, mesmo com o regime de Maduro ainda em funcionamento. Autoridades liberaram centenas de prisioneiros políticos e abriram margens para novas manifestações, segundo fontes próximas ao governo interino.
Entrevistados destacam que, embora haja avanços, não há data anunciada para eleições livres. Observadores ressaltam que mudanças significativas ainda dependem de pressões internas e externas, além de mudanças estruturais no poder.
Yerwin Torrealba, jovem líder de Yaracuy, afirmou ter visto liberalizações recentes permitindo protestos sem repressão imediata. Jovens que haviam se mantido ocultos passaram a participar publicamente, marcando o que alguns chamam de etapa inicial de transição.
Paralelamente, o governo interino reconheceu contatos com a administração dos Estados Unidos para aprofundar relações e atrair investimentos, em meio a tensões históricas entre os dois países. A promessa de apoio externo tem sido recebida com cautela por analistas locais.
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