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Lamborghini cancela o modelo elétrico e acende debate sobre esportivos

CEO da Lamborghini afirma que clientes não querem esportivo elétrico, sinalizando possível fim dos esportivos a bateria e impactos na indústria automotiva

Lamborghini Lanzador: projeto elétrico cancelado
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  • O CEO da Lamborghini, Stephan Winkelmann, afirmou que o Lanzador não será um EV puro e que a aceitação de esportivos elétricos está desacelerando.
  • A matéria aponta que outras fabricantes enfrentam desafios semelhantes, como a Porsche avaliando cancelar o Cayman/Boxster elétrico em desenvolvimento.
  • O Nevera, da Rimac Automobili, também parece ter menor demanda entre compradores ultraluxuosos, com entregas abaixo do planejado.
  • A decisão da Lamborghini é vista como sinal de ajustes da indústria frente custos, tecnologia e infraestrutura, impactando a suposta revolução dos EVs.
  • A Ferrari mantém otimismo com o Luce, seu primeiro EV, previsto para revelação completa em maio de 2026, mas há dúvidas sobre atratividade junto ao público tradicional.

O CEO da Lamborghini, Stephan Winkelmann, sinalizou que o cliente não quer esportivo elétrico. Em entrevista à WIRED, ele afirmou que o Lanzador, crossover totalmente elétrico da marca, não será um EV puro. Segundo Winkelmann, a aceitação de carros exatamente nesse formato está desacelerando globalmente.

A declaração ocorre diante de movimentos de outras fabricantes do grupo Volkswagen. A Porsche valuta o cancelamento do Cayman/Boxster elétrico, em desenvolvimento há anos, citando atrasos e custos crescentes. A empresa também teria deixado de aceitar pedidos de versões elétricas no fim de 2025.

O Nevera, hypercar elétrico da Rimac Automobili, também recuou: o CEO Mate Rimac disse em 2024 que a demanda por EVs ultraluxuosos diminuiu entre compradores muito ricos, com entrega de apenas uma fração da produção planejada. Esses sinais ajudam a entender o cenário atual.

Mudanças no cenário de esportivos

A escolha da Lamborghini de comunicar abertamente sua posição é vista por alguns como indicativo de uma reformulação da linha de produção. O mercado aponta para custos altos, desafios tecnológicos e ceticismo de parte do público consumidor, que busca mais emoção associada a motores a combustão.

Especialistas indicam que a eletrificação de esportivos exige baterias pesadas, múltiplos motores e pacotes que elevam o peso total. A massa adicional tende a reduzir desempenho, aderência e distância de frenagem, impactando a experiência de condução.

Perspectivas e outros players

A indústria observa que, além da Lamborghini, empresas parecem repensar o ritmo da transição. A Rimac entregou apenas parte da produção prevista, e a Porsche analisa opções para o Cayman/Boxster elétrico. A Ferrari, por sua vez, mantém otimismo com o Luce, anunciado como parte de sua linha elétrica, com pré-encomendas até então positivas.

Apesar do entusiasmo da Ferrari, analistas ressaltam que o público tradicional de esportivos pode não migrar facilmente para EVs puros, especialmente sem uma mudança tecnológica relevante em armazenamento de energia. O tema continua sob monitoramento no setor automotivo de alto desempenho.

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