- A Ferrari lançou o Amalfi, cupê de US$ 261.810 com motor V‑8 twin‑turbo, mantendo o foco na combustão enquanto a marca planeja seu primeiro elétrico para início de 2026 e prevê que 20% dos carros sejam elétricos até 2030.
- O Amalfi substitui o Roma (estreado em 2019) e traz cockpit redesenhado, botão de partida no volante, novo volante e controle por tela mais simples, além de sistema brake‑by‑wire e ABS herdado do 296.
- Visualmente, a dianteira foi modernizada com novas carenagens e ausência da grade em treliça do Roma; a traseira tem luzes reduzidas e há uma asa ativa para melhorar estabilidade.
- O compacto tem 631 cavalos de potência, acelera de zero a 62 milhas por hora em 3,3 segundos e atinge 199 milhas por hora; consumo estimado é de cerca de 7 km por litro na cidade e 9 km por litro em rodovias.
- Durante o teste, o veículo foi avaliado em estradas de Portugal, destacando a qualidade de vida proporcionada pelo novo interior e pela direção, mesmo com alguns recursos tecnológicos menos avançados em comparação a outras marcas.
A Ferrari continua firmemente voltada à combustão interna, mesmo com a promessa de lançar seu primeiro veículo elétrico no início de 2026. O novíssimo Amalfi, esportivo movido a V8 twin-turbo, está entre os lançamentos de 2025 que consolidam a estratégia da marca na continuidade de motores a combustão, ao mesmo tempo em que prepara a transição para a eletrificação.
O Amalfi substitui o Roma, apresentado em 2019. O veículo traz cockpit redesenhado que corrige o que a fabricante chamou de erro do modelo anterior. A frente ganhou uma organização mais clean, com duas carenagens pretas ao redor do para-choque e detalhes que destacam a linha do divisor inferior.
A montadora também revisou a iluminação traseira, que passou a ficar em uma fenda discreta, e adicionou uma asa ativa alinhada ao teto para melhorar a força descendente. O design mantém o apelo clássico da marca, com evolução para melhorar a estabilidade em alta velocidade.
Desempenho e engenharia
Sob o capô, o Amalfi entrega 631 cavalos de potência com câmbio de oito velocidades, em uma transmissão de embreagem dupla. A aceleração de 0 a 100 km/h é estimada em 3,3 segundos, e a velocidade máxima alcança 199 mph. O carro mantém o espírito de esportividade característico da Ferrari, sem abrir mão de conforto e qualidade de condução.
A Ferrari implementou o brake-by-wire, que reduz o curso do pedal de freio e mantém a gestão de frenagem estável em curvas e trechos com desgaste. O sistema ABS é emprestado do modelo 296, contribuindo para a estabilidade em diversas condições.
O Amalfi mantém o foco em um interior voltado ao motorista, com console central em peça única de alumínio e uma configuração de volante que retorna aos botões táteis tradicionais. A fabricante eliminou algumas telas sensíveis ao toque presentes em modelos anteriores, priorizando a usabilidade e o toque humano.
Estilo e opções
A paleta de cores inclui Verde Costiera, uma tonalidade que remete ao litoral italiano, disponível por valor adicional. Os assentos de couro aparecem em Verde Bellagio, com costuras que harmonizam com o visual interno. A linha também oferece opções de acabamento em alcântara azul-esverdeada.
Entre os acessórios, o Amalfi mantém a estética elegante com linhas que harmonizam com o espírito clássico da Ferrari. O carro apresenta áreas de passagem bem proporcionadas para ocupantes, com espaço adequado para diferentes alturas, conforme avaliações de pilotos de desenvolvimento.
A Ferrari planeja ampliar a linha com o início da eletrificação prevista para 2026, mantendo 20% de seus veículos com propulsão elétrica até 2030. Enquanto isso, o Amalfi representa a aposta da marca na combustão, combinando nostalgia com inovações técnicas. Consultas de mercado indicam que a demanda por modelos de alta qualidade ainda é mais robusta para motores a combustão em parte do segmento premium.
Entre na conversa da comunidade