- A Ferrari acionou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) contra um suposto truque utilizado pela Mercedes e pela Red Bull na F1.
- A temporada, após apenas três provas, tem as duas equipes no centro das atenções por esse suposto atalho no motor.
- O truque consistiria em cortar de uma vez a perda progressiva de potência, caindo de 350 kW totais para zero instantaneamente, para ampliar o tempo de uso da potência máxima do MGU-K.
- As regras da F1 permitem reduzir a aplicação do MGU-K a qualquer momento e em qualquer quantidade, e a prática ocorre principalmente na classificação para conquistar décimos de segundo.
- No GP do Japão, Alexandre Albon teria utilizado o recurso nos treinos livres; e, no TL2, Verstappen e Kimi Antonelli foram vistos com velocidade reduzida no setor 1 de Suzuka, sugerindo corte repentino de potência.
Ferrari acionou a FIA nesta semana contra um suposto truque de motor envolvendo Mercedes e Red Bull, após as primeiras três corridas da atual temporada de Fórmula 1. A acionamento foi enviado à Federação pela escuderia italiana, que vê possibilidade de vantagem durante a aplicação de potência. A denúncia envolve a manipulação do MGU-K, parte do sistema híbrido do carro.
Segundo o relato veiculado pelo The Race, o suposto truque ocorreria quando as equipes cortam a perda progressiva de potência de uma vez, reduzindo de 350 kW totais para zero instantaneamente. Na prática, a manobra, aplicada no fim das voltas de classificação, permitiria alongar o uso da potência máxima do MGU-K por mais tempo, gerando ganho de tempo por volta.
As regras da Fórmula 1 permitem reduzir a potência do MGU-K a qualquer momento e em qualquer escala. No entanto, a prática comum é limitar esse recurso à parte final de uma volta lenta na classificação, para buscar décimos de segundo decisivos no grid. O incidente específico ocorreu durante os treinos do GP do Japão, em Suzuka, na sexta-feira, conforme repercutido pela imprensa.
O que é o suposto truque
A denúncia aponta um protocolo de corte abrupto da potência, que seria utilizado para manter o motor em condições de maior tração no momento certo, sem a redução gradual típica. Essa técnica, se comprovada, poderia impactar a comparação entre equipes em qualificação e tempo de volta.
Contexto e próximos passos
A FIA ainda não divulgou uma posição formal sobre o caso. Mercedes e Red Bull não se pronunciaram publicamente sobre as acusações até o fechamento deste material. A temporada segue com as equipes disputando posições, enquanto a Ferrari coleta evidências para avaliação regulatória.
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