- Oliver Bearman, da Haas, sofreu acidente a 262 km/h na curva Spoon, em Suzuka, atingindo as barreiras com 50G e sendo levado ao centro médico.
- Exame de raio-X confirmou contusão no joelho direito, sem fraturas; o piloto está estável, mas a viagem de volta deve ser longa.
- Carlos Sainz criticou FIA e Formula One Management por não atenderem aos alertas sobre esse tipo de acidente, cobrando mudanças nas regras de gestão de energia e velocidade de aproximação.
- A FIA anunciou reuniões em abril para revisar os regulamentos de energia dos carros, com o objetivo de avaliar possíveis ajustes após o acidente.
- Colapinto e Lando Norris comentaram a diferença de velocidade com os novos carros e o efeito do “super clipping”, reforçando a necessidade de melhorias para a segurança.
O Grande Prêmio do Japão terminou com a vitória de Kimi Antonelli, da Mercedes, mesmo após um acidente envolvendo Oliver Bearman, da Haas, na curva Spoon. Bearman perdeu o controle ao desviar de Franco Colapinto, da Alpine, e atingiu as barreiras a 262 km/h.
O impacto foi registrado em 50G. Bearman foi retirada do cockpit com ajuda do staff e encaminhada ao centro médico de Suzuka para avaliação. O exame revelou contusão no joelho direito, sem fraturas.
A corrida teve reações fortes no grid. Carlos Sainz criticou a forma como as mudanças de regulamento foram tratadas pela Fórmula 1 e pela FIA, afirmando que avisos sobre o risco não foram suficientes para evitar o incidente.
Os pilotos manifestaram preocupações sobre o aumento de velocidade causado pelos novos motores híbridos, que entregam mais potência com o uso da bateria ao redor das curvas. A discussão ganhou força após o susto em Suzuka.
Antes da prova, a FIA e a F1 já haviam ajustado os níveis de utilização de energia na qualificação, buscando reduzir o ganho de velocidade em curvas rápidas. Contudo, não houve mudança equivalente na corrida.
Regulamentação e próximos passos
A FIA confirmou que reuniões serão realizadas em abril para avaliar as preocupações dos pilotos. O órgão destacou que o regulamento de 2026 permite ajustes, em especial na gestão de energia, com base em dados reais.
Analistas destacam que as mudanças na potência da bateria geram maior disputa entre os pilotos e aumenta a necessidade de equilíbrio entre segurança e espetáculo. As partes envolvidas vão analisar simulações antes de qualquer ajuste.
Colapinto disse que a diferença de velocidade entre os carros é um ponto crítico e que o ganho de potência em trechos específicos aumenta o risco de ultrapassagens perigosas junto aos muros. A situação reforça a necessidade de revisar as regras.
O atual campeão mundial Lando Norris comentou que a perda de potência por causa do super clipping preocupa os pilotos, que não aprovam plenamente as mudanças, apesar do interesse dos fãs pelo espetáculo.
Entre na conversa da comunidade