- A Ferrari revelou o SF-26, o 72º carro de F-1 da equipe e o primeiro pensado para as novas regras de 2026; estreia no GP da Austrália em 8 de março.
- O carro é mais leve, com linhas mais simples e sem o conceito de efeito solo, adotando uma arquitetura nova para reduzir peso e aumentar eficiência.
- A principal mudança está no conjunto híbrido 067/6, com V6 turbo, remoção do MGU-H, MGU-K capaz de entregar até 350 kW e potencial de divisão de energia próxima de 50/50 entre motor e elétrico; turbo com rotação de até 150.000 rpm e combustível 99% sustentável.
- A pintura passa a usar Rosso Scuderia 2026 com branco mais presente ao redor do cockpit e na cobertura do motor, mantendo uma ligação visual com o passado da equipe.
- Os testes já começaram, com sessões em Barcelona e Bahrein; Charles Leclerc e Lewis Hamilton destacam a importância da gestão de energia e da colaboração com engenheiros para o desenvolvimento do carro.
O Ferrari SF-26 foi apresentado como símbolo da transição para o novo regulamento da Fórmula 1 em 2026. O carro é o 72º da equipe de Maranello e estreia no Mundial no GP da Austrália, em 8 de março, sob uma arquitetura completamente redesenhada para acompanhar mudanças no chassi, na aerodinâmica e na unidade de potência.
O SF-26 aposta em peso reduzido, linhas mais limpas e no abandono do conceito de efeito solo. A Ferrari destaca uma arquitetura robusta e flexível, pensada para evoluir ao longo da temporada com base nos dados de pista que serão coletados.
Novo regulamento e a unidade de potência
A grande ruptura está no conjunto híbrido, chamado 067/6. Mantém o motor V6 turbo, mas sem o MGU-H, com maior participação do sistema elétrico. O MGU-K pode entregar até 350 kW, visando uma divisão de potência próxima de 50/50 entre motor a combustão e elétrico.
O pacote inclui turbo único com rotação máxima de 150.000 rpm e combustível com 99% de sustentabilidade. O diretor técnico de power unit, Enrico Gualtieri, afirma que o regulamento representa uma mudança de filosofia que exigiu repensar a arquitetura desde o começo.
Cor e identidade visual
Externamente, o SF-26 volta ao vermelho gloss Rosso Scuderia 2026, inspirado na pintura usada em Monza em 2025. A cor busca conectar o passado ao futuro, mantendo o branco mais presente ao redor do cockpit e na cobertura do motor para contraste.
Os macacões e equipamentos dos pilotos adotam o mesmo conceito, com o vermelho predominante e o branco aparecendo nos ombros e na gola, reforçando a identidade da equipe.
Gestão de energia e pilotos
Charles Leclerc admite que 2026 exige maior preparo dos pilotos, com novos sistemas de energia a entender e otimizar. Ele aponta como foco a gestão de energia e o comportamento da unidade de potência.
Lewis Hamilton descreve o pacote de 2026 como uma das maiores mudanças regulatórias de sua carreira. O piloto destaca o desenvolvimento conjunto com os engenheiros e a centralidade da gestão energética.
Ficha técnica e próximos passos
O chassi é de fibra de carbono com estrutura tipo honeycomb, halo de proteção e assento em carbono. O peso é de 770 kg com fluidos e piloto, e as rodas são de 18 polegadas em ambos os eixo.
A ERS combina MGU-K de 350 kW com o novo conjunto de baterias, sob as regras de energia e tensão vigentes. A Ferrari planeja uma sequência de testes em Barcelona, seguidos por duas sessões no Bahrein, para validar o projeto.
Desdobramentos na temporada
A equipe já iniciou os primeiros testes, com foco na validação da integração entre chassi, aerodinâmica ativa e o sistema híbrido. O SF-26 inaugura, assim, a era mais elétrica da Fórmula 1, com a missão de aperfeiçoar a performance ao longo de 2026.
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