- A 46ª Convenção Batista do Sul ocorreu em Vitória, Espírito Santo, com debate sobre a ordenação de mulheres ao ministério pastoral.
- Foi aprovada uma resolução que permite a ordenação de mulheres, mas com restrições, deixando às igrejas locais a decisão sobre o tema.
- O pastor e teólogo João Silva afirmou que a Bíblia não é clara, mas aponta para possibilidades de liderança feminina em algumas passagens.
- O pastor e teólogo Pedro Almeida defende que a ordenação de mulheres não é bíblica, mantendo o pastor como homem.
- Estima-se que mais de 26 milhões de evangélicas vivem a fé no Brasil, e a discussão envolve teologia, tradição e contexto social; a próxima edição da convenção está marcada para 2024.
A Igreja Batista do Sul do Brasil voltou a discutir a ordenação de mulheres ao ministério pastoral durante a 46ª Convenção, realizada em Vitória, no Espírito Santo. A discussão ganhou fôlego com a aprovação de uma resolução que permite a ordenação, desde que haja restrições.
A proposta divide opiniões entre líderes e estudiosos. Um grupo sustenta que a Bíblia não é inequívoca sobre o tema e admite liderança feminina, enquanto outro defende que o pastor é explicitamente homem e que a ordenação de mulheres contraria a orientação bíblica.
Historicamente conservadora, a Convenção aprova que as igrejas locais decidam sobre a ordenação de mulher ao ministério pastoral. A decisão atribui autonomia às comunidades locais para interpretar a ordem pastoral conforme suas convicções.
Dados do IBGE apontam que mais de 26 milhões de evangélicas vivem a fé no Brasil, parte atuando em posições de liderança dentro de igrejas. O debate, portanto, envolve teologia e realidade social.
Mudança de tema: impacto nas igrejas locais
As igrejas locais passarão a definir, individualmente, se ordenam pastoras. A resolução não institui uma prática única para toda a instituição, mantendo o objetivo de respeitar distintas interpretações bíblicas.
O encontro aponta para a continuidade do tema na próxima edição, programada para 2024. A discussão deve permanecer em pauta, com novas avaliações e possíveis ajustes nas diretrizes.
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