- Autoridades na província de Yunnan advertiram um pregador cristão após ele realizar reuniões de oração e estudos bíblicos pela plataforma Zoom, sob o argumento de violar Regulamentos da China sobre Assuntos Religiosos.
- Na visita de cinco departamentos governamentais na residência de Chang Hao, foi entregue uma notificação que exigia o encerramento imediato das atividades online promovidas pelo pregador.
- A notificação avisa que a continuidade poderá levar a sanções administrativas ou a uma investigação criminal, com provas apresentadas pelas autoridades durante a operação.
- O dia seguinte marcou a suspensão parcial do acesso da conta de Chang Hao ao WeChat; ele respondeu defendendo a liberdade de crença e citando direitos constitucionais e internacionais.
- Organizações cristãs e de direitos humanos acompanham o caso, destacando monitoramento contínuo das atividades do pregador e o potencial risco de novas restrições.
Um pregador cristão da província de Yunnan, sudoeste da China, recebeu advertência das autoridades locais por realizar reuniões de oração e estudos bíblicos via Zoom. O sanko ocorreu na quarta-feira, 3 de junho, na residência de Chang Hao.
Sete representantes do Departamento de Assuntos Étnicos e Religiosos e de outros órgãos estiveram no local, entregando uma notificação para encerrar as atividades online promovidas pelo pregador. A ação aponta suposta violação aos Regulamentos da China sobre Assuntos Religiosos.
A notificação sustenta que os encontros virtuais incluíram ensino de doutrina cristã e organização de orações sem autorização, com risco de sanções administrativas ou investigação criminal. Chang Hao registrou a operação com fotos e vídeos, citando a participação de cinco viaturas.
Contexto e desdobramentos
No dia seguinte, a conta de Chang na plataforma WeChat foi restringida. Em resposta, o pregador divulgou uma declaração em defesa da liberdade de crença, afirmando que fé não é crime e que algumas leis são incompatíveis com a Constituição e normas internacionais.
Chang Hao é reconhecido por defender liberdade religiosa e direitos de grupos vulneráveis. Segundo a organização China Aid, ele já enfrentou investigações anteriores por suas atividades cristãs, incluindo detenção em 2023 e condenação a mais de um ano de prisão.
A China Aid aponta que a advertência recente demonstra que as autoridades continuam monitorando as atividades do pregador. O caso ganhou atenção de organizações cristãs e de direitos humanos, que temem novas restrições contra Chang Hao e a rede de oração associada.
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