- Zaid, jovem iemenita, foi agredido e expulso da casa dos pais após se converter ao cristianismo, em um país com forte tradição muçulmana.
- Depois de meses pesquisando e debatendo online, ele passou a acreditar na mensagem cristã, lendo a Bíblia e participando de um discipulado.
- O batismo ocorreu de forma arriscada, em uma piscina pública, com um cristão que o encontrou perto de onde morava; dependendo das autoridades, poderia haver prisão ou morte.
- Mesmo com o medo, Zaid decidiu permanecer no Iêmen para servir ao seu povo, não abandonando o país.
- Com apoio de parceiros locais, ele está ajudando a criar uma casa de discipulado para cristãos, oferecendo estudos bíblicos diários e formando líderes de igrejas domésticas.
Zaid (pseudônimo), jovem do Iêmen, foi agredido e expulso da casa dos pais após a sua conversão ao cristianismo. Criado em um lar muçulmano conservador, ele cresceu com as orações diárias como dever. Aos 16 anos, dúvidas sobre a vida após a morte começaram a lhe inquietar, levando-o a adotar o ateísmo em uma etapa inicial.
O vazio existencial aumentou após meses de pesquisas online e debates. Zaid guardava os seus pensamentos da família, sem abrir o jogo sobre a fé que começava a despontar. Ele relatou sentir-se sozinho e sem alguém com quem conversar sobre os seus desafios espirituais.
A conversão de Zaid
Durante o período de leitura e argumentação, ele passou a perceber que o amor dos cristãos o atraía mais do que os conflitos do debate. Ao ler a Bíblia em um aplicativo, ele reconheceu verdades como o amor de Deus, a criação à imagem divina e o sacrifício de Jesus. Em um ano e meio, iniciou um percurso de discipulado que o fortalecia na fé.
Zaid decidiu então ser batizado. Um cristão local, que o discipulava online, organizou o encontro com um homem próximo de onde ele estava. Em uma piscina pública, em meio a um movimento de pessoas, Zaid foi batizado após duas perguntas sobre a fé e mergulhado na água. Foi a primeira vez que conheceu um cristão pessoalmente no Iêmen.
Após o batismo, ele continuou estudando as Escrituras, orientado pelo Espírito Santo, com o objetivo de amadurecer na fé. Embora reconhecesse o risco, Zaid afirmou que não pretende abandonar o país e que deseja ficar para servir ao seu povo.
Fortaleça o que resta no Iêmen
Com apoio de parceiros locais da Portas Abertas, Zaid está ajudando a estabelecer uma casa de discipulado local, destinada a cristãos recém-convertidos. O projeto prevê encontros diários, estudos bíblicos e a formação de lideranças para igrejas domésticas no país.
Zaid admite o medo, mas reforça a importância do compromisso: se não houver riscos, não haverá alcance das comunidades. Ele cita a coragem de figuras históricas da fé que enfrentaram perseguição, mantendo a fé. A Portas Abertas ressalta que a doação ajuda a apoiar outras pessoas perseguidas, com ações emergenciais e apoio espiritual.
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