- Em Birmingham, Inglaterra, três iranianos refugiados — Iliya, Naghme e Fred — participam de encontros religiosos com missionário americano e outras comunidades locais.
- Eles, que chegaram à Europa buscando asilo, vivem em um hotel Ramada e participam de uma comunidade cristã multicultural, incluindo britânicos, americanos e curdos.
- O grupo faz parte de um movimento de cristãos iranianos que se estabeleceu no exterior após a revolução de 1979, buscando fé e apoio.
- A fé deles tem gerado encontros de oração, estudos bíblicos e diálogos sobre milagres, sonhos e visões ligados à história da igreja no Irã.
- Mesmo diante das dificuldades de asilo e do distanciamento político entre Irã e o Ocidente, eles veem a presença de Deus como força que sustenta a comunidade.
A igreja de Birmingham, na Inglaterra, acolhe cristãos iranianos em meio a um cenário de guerra. Três iranianos — Iliya, Naghme e um amigo que usa o nome Fred — participam de um jantar com amigos americanos em uma casa no subúrbio, após um dia de atividades religiosas e de busca por conexão com familiares no Irã. A refeição inclui pratos típicos como kebabs e sangak, com o objetivo de compartilhar também recursos para quem está em refúgio.
O grupo discute temas que vão de futebol à criação de filhos, passando pela guerra atual. Em meio às conversas, eles buscam alternativas para contornar o bloqueio de comunicação imposto pelo governo iraniano. O anfitrião, um missionário norte-americano, acompanha as crianças enquanto o grupo continua a conversar sobre fé, exílio e as dificuldades de abrir espaço para o crescimento espiritual.
A narrativa insere perspectivas históricas sobre a diáspora iraniana. Segundo pesquisadores, após a revolução de 1979 houve um crescimento de comunidades cristãs clandestinas no Irã, seguidas por fluxos de refugiados que chegaram a países europeus, incluindo o Reino Unido. Hoje, muitos iranianos que professam o cristianismo estão estabelecidos na Grã-Bretanha, contribuindo para comunidades multiculturais locais.
Sobre a comunidade iraniana em Birmingham
A cidade abriga uma parcela expressiva de muçulmanos, líderes comunitários e refugiados de diversas origens. Entre eles, há iranianos que encontraram no Cristianismo uma compreensão de identidade, apoio social e prática de fé compartilhada com britânicos, kurdos e outros nacionais. Um anfitrião local tem atuado com um grupo de refugiados por meio de atividades esportivas e encontros comunitários, fortalecendo vínculos entre grupos diferentes.
A convivência entre iranianos cristãos e membros de outras tradições é acompanhada por momentos de oração coletiva. Entre as práticas, há reuniões para leitura de textos sagrados, cânticos comunitários e pedidos de proteção para familiares, bem como pedidos de paz para o Irã. A comunidade enfatiza a importância da empatia, da ajuda mútua e do apoio durante períodos de incerteza.
Caminhos de fé e esperança
Entre os relatos, surgem menções a sonhos e visões que, para alguns, foram catalisadores da conversão ao Cristianismo após fugas do Irã. As histórias pessoais destacam o papel de comunhão, hospitalidade e cuidado comunitário como fatores centrais na integração em Birmingham. Participantes descrevem a busca por propósito, tranquilidade e uma ligação mais profunda com Deus como motivações para permanecer no Reino Unido.
Em sessões de oração que seguem encontros informais, os fiéis refletem sobre passagens bíblicas e a ideia de libertação espiritual frente às dificuldades das jornadas de asylum. O grupo também celebra a ideia de uma “jubileu” antecipada, em referência a um afastamento de dívidas e restrições, interpretando o conceito como símbolo de alívio e renovação.
Mesmo diante de adversidades, a comunidade reforça a convicção de que a fé é uma ferramenta de apoio emocional, social e comunitário. A narrativa sublinha que, apesar das tensões internacionais e do regime iraniano, jovens e adultos mantêm laços que atravessam fronteiras, buscando dignidade, paz e proteção para suas famílias.
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