- O Papa Leão pediu aos líderes que busquem a união em vez de dividir a população para ganhos políticos, em discurso de abertura da sua viagem pela Espanha.
- A visita foca nos marginalizados, com encontros com pessoas sem-teto em Madrid e com migrantes nas Canárias.
- O papa também deve encontrar sobreviventes de abuso sexual cometidos por clerical na Igreja Católica espanhola.
- Estão programados cerca de vinte discursos durante a viagem, com ênfase em empatia com migrantes, combate à demagogia e fé na paz.
- Em Madrid, milhares de pessoas vibraram com a passagem do pontífice, que é a primeira visita de um papa à Espanha desde 2011.
O Papa Leo iniciou a sua viagem inaugural pela Espanha, seu primeiro passeio por um país da UE além da Itália. Na fala de abertura, pediu aos líderes políticos para buscar unidade e lutar pela paz, em vez de privilegiar a polarização com fins políticos. A visita enfatiza a defesa dos marginalizados.
Durante a passagem por Madri, o Pontífice destacou a necessidade de encarar a dignidade humana de todos e criticou a prática de explorar disputas para angariar apoio. Ele também planeja encontros com pessoas sem casa e com migrantes nas Ilhas Canárias, como núcleo central da viagem.
Além disso, o Papa deve se reunir com vítimas de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica na Espanha, abrindo espaço para um diálogo sobre reparação. A visita ocorre em contexto de debate público sobre o papel da Igreja e dos casos de abuso.
Encontros previstos e contexto
A agenda inclui cerca de 20 discursos, com foco em empatia para migrantes, combate à demagogia e a busca por paz. A comitiva inclui o rei Felipe VI, que participou de encontros oficiais em Madri.
O governo espanhol tem promovido políticas migratórias amplas, com um programa de amnistia que oferece caminho à residência a centenas de milhares de imigrantes. A atuação contrasta com o recuo migratório observado em outros países europeus.
Observação institucional e legado
O encontro com sobreviventes de abusos ocorre no marco de ações recentes da Igreja para enfrentar casos históricos. O Papa ressaltou a importância de reconhecer danos causados e renovar compromissos de transparência e reparação, sem indicar ventos de mudança imediata.
A visita também envolve uma referência cultural à coexistência entre religiões na Espanha medieval, destacando a importância da convivência entre cristãos, muçulmanos e judeus para a prosperidade.
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