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Buscando refúgio numa cidade em transformação

Em Atenas, igreja Glyfada adapta-se à chegada de refugiados, oferecendo nove serviços em cinco idiomas para conectar dezenas de comunidades

Ministers for the Glyfada Church of Christ in Athens, Greece, sing during a worship service. From left, they are Ebrahim Fatahi, Dimitrios Argyropoulos and Dino Roussos.
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  • A igreja Glyfada Church of Christ em Atenas funciona em cinco idiomas (grego, russo, inglês, farsi e albanês) com nove serviços semanais, atendendo refugiados que chegam à Grécia, porta de entrada para a Europa.
  • Ebrahim Fatahi, refugiado iraniano que chegou a Atenas em 2017, ajuda a liderar os cultos em farsi e grego; a média de frequentadores do culto em farsi hoje fica entre 30 e 40, contra 80 a 150 no começo.
  • Missionários Keith e Tricia Young chegaram em outubro de 2021, adaptaram o trabalho a refugiados ucranianos além dos Farsi, e firmaram parceria com a organização Hellenic Ministries, aumentando batismos entre os ucranianos.
  • Os líderes relatam desafio de manter coesão entre grupos étnicos, mas houve maior interação entre as comunidades desde a pandemia, o que abriu mais possibilidades de evangelização.
  • Segundo o International Rescue Committee, há cerca de 214 mil refugiados e 20 mil requerentes de asilo na Grécia; fluxos variam conforme eventos globais, como crises migratórias de 2015, pandemia e conflito na Ucrânia.

A igreja Glyfada em Atenas está adaptando seus serviços para acolher refugiados de diversas origens, com atividades distribuídas ao longo da semana em cinco idiomas. A iniciativa ocorre em meio ao fluxo constante de migrantes que chegam à Grécia, rota considerada primeira porta de entrada para muitos refugiados na Europa.

A congregação oferece nove serviços semanais em grego, russo, inglês, farsi e albanês. A mudança no perfil de frequentadores, com presença de refugiados de várias nacionalidades, ampliou a diversidade de ministério e exigiu abordagens diferentes para cada comunidade.

Ebrahim Fatahi, que ajuda a liderar os atendimentos em farsi e grego, chegou a Atenas como refugiado vindo do Irã em 2017. Ele relata que a frequência da sessão em farsi variava entre 80 e 150 pessoas no início, caindo para 30 a 40 atualmente.

Atraídos por novas oportunidades de vida, muitos refugiados passam apenas alguns meses na cidade, enquanto outros residem por anos. Essa dinâmica influencia a forma como os ministros planejam as atividades e o encaminhamento para comunidades religiosas em outros países europeus.

Os missionários Keith e Tricia Young passaram a trabalhar com refugiados ucranianos após chegar à Glyfada em outubro de 2021, ampliando a atuação para além do público em farsi. A parceria com a organização Hellenic Ministries também contribuiu para atender refugiados ucranianos, cuja parcela cresceu com o conflito na região.

Na prática, a igreja passou a atuar com diferentes grupos étnico-linguísticos, promovendo integração entre as equipes e incentivando a participação nos cultos. Segundo Tricia Young, a convivência entre as comunidades tem aumentado desde a pandemia de covid-19, gerando maior intercâmbio entre os grupos.

O fluxo de refugiados na Grécia varia conforme eventos globais. Dados do International Rescue Committee apontam cerca de 214 mil refugiados e 20 mil requerentes de asilo no país este ano. A cada crise mundial, a composição dos refugiados tende a mudar, com picos durante grandes deslocamentos.

Especialistas lembram que, apesar de períodos de maior entrada, a Grécia também recebeu fluxos menores conforme políticas migratórias e condições internas. Mesmo diante das mudanças, a Glyfada mantém o objetivo de oferecer acolhimento e suporte espiritual, além de recursos básicos como moradia e alimentação.

Para os responsáveis da igreja, a experiência de trabalho com refugiados envolve acompanhar a jornada de cada pessoa, desde a oferta de fé até a integração em outras comunidades. O foco permanece na prestação de assistência prática e na oportunidade de aprendizado religioso.

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