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Papa Leão XIV pede perdão pela demora da Igreja em condenar a escravidão

Leão XIV pede perdão pela demora da Igreja em condenar a escravidão, classificando-a como ferida na memória cristã e enfatizando a condenação só no século XIX

O papa Leão XIV – Foto: Andreas SOLARO / AFP
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  • O papa Leão XIV pediu desculpas pelo atraso da Igreja em condenar a escravidão, chamando o tema de “ferida na memória cristã” em sua primeira encíclica, publicada nesta segunda-feira, 25.
  • O pontífice afirmou: “Em nome da Igreja, peço sinceramente perdão”, destacando a condenação tardia da escravidão ao longo da história.
  • O documento também aborda a inteligência artificial (IA) entre as questões tratadas pela Igreja.
  • O texto relembra que papas anteriores já pediram desculpas, como João Paulo II, que denunciou a escravidão em 1992 e pediu perdão em 2000.
  • Leão XIV ressalta que a Igreja foi proprietária de escravizados até a Idade Média e que, no passado, apoiou monarcas europeus na justificação da escravidão dos “infiéis”.

O Papa Leão XIV pediu desculpas pelo atraso da Igreja Católica em condenar a escravidão, chamando o tema de uma ferida na memória cristã. A encíclica publicada nesta segunda-feira 25 aborda diversas questões, incluindo a inteligência artificial.

O texto enfatiza que a Igreja demorou a condenar a escravidão de forma formal. O Pontífice afirma, em nome da Igreja, o pedido de perdão pela omissão histórica que perdurou por séculos.

Historicamente, papas anteriores já reconheceram falhas. João Paulo II denunciou o tráfico de escravizados em 1992 e pediu perdão pelas injustiças históricas em 2000. Francisco também denunciou as formas contemporâneas de escravidão.

Contexto histórico

Leão XIV lembra que a Igreja chegou a possuir escravizados até a Idade Média e que, em certos momentos, assessorou soberanos europeus sobre justificativas da escravização de pessoas consideradas infiéis. O pontífice destaca que a condenação formal não ocorreu de imediato, sendo necessária uma mudança ao longo do século XIX.

A encíclica Magnifica Humanitas sugere que, apesar de não se poder julgar o passado com critérios atuais, não se pode negar ou minimizar a demora na denúncia de um flagelo. O texto reforça que a Igreja reconhece a ferida na memória cristã e a responsabilidade histórica relacionada a esse tema.

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