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NT Wright rejeita interpretação sobre a segunda vinda de Jesus

NT Wright rejeita leitura literal da Segunda Vinda; vê a renovação da criação como objetivo, com justiça divina e alcance da graça além de fronteiras

NT Wright rejeita interpretação sobre segunda vinda de Jesus
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  • NT Wright rejeita a interpretação literal da Segunda Vinda; a ênfase é a renovação da criação.
  • Afirma que muitas passagens sobre o retorno são interpretadas de forma equivocada; Daniel é citado para mostrar exaltação, não retorno físico.
  • A volta de Jesus seria quando o véu é retirado, revelando uma realidade espiritual já existente; não há descrição científica na Bíblia.
  • Sobre a salvação de quem nunca ouviu o Evangelho, destaca a justiça e a soberania de Deus, citando Cornélio como exemplo da graça universal.
  • No Novo Testamento, Deus vem habitar a humanidade em uma nova criação, e a igreja deve refletir essa realidade presente até o pleno revelação.

O teólogo N. T. Wright abordou questões centrais da fé cristã em um episódio do podcast Ask NT Wright Anything, divulgado recentemente. O tema principal foi a Segunda Vinda de Cristo e o destino de pessoas que nunca ouviram o Evangelho. Wright afirmou que não vê a volta de Jesus como um evento literal de descida física à Terra.

Ele explicou que a narrativa bíblica aponta para a renovação da criação, não para a fuga do mundo. Segundo Wright, a esperança cristã envolve a restauração do mundo, não o abandono dele. Passagens frequentemente usadas para descrever o retorno foram interpretadas por ele de forma menos literal.

Para sustentar sua leitura, Wright citou Daniel, dizendo que a linguagem ali descreve a exaltação de Jesus, não um retorno visível. A Segunda Vinda, na visão dele, seria o momento em que o véu é retirado, revelando uma realidade espiritual já existente.

O teólogo ressaltou que interpretações excessivamente literais ou especulativas devem ser evitadas. Ele mencionou que as Escrituras não descrevem de forma científica como ocorrerá a nova criação, destacando limites da linguagem humana.

Em relação à ressurreição, Wright explicou que figuras como Moisés e Elias, mencionadas na Transfiguração, não estavam em corpos ressuscitados, mas vivos para Deus, aguardando a ressurreição futura. O entendimento é de continuidade com a fé cristã.

Sobre a salvação de quem nunca teve contato com o Evangelho, o teólogo enfatizou a justiça e a soberania divina. O Juiz de toda a Terra fará justiça, afirmou, reconhecendo que a graça pode operar além da compreensão humana.

Wright citou Cornélio como evidência de que a graça divina pode alcançar indivíduos fora de padrões tradicionais, além de mencionar relatos culturais de abertura espiritual antes do cristianismo. Ele, porém, não definiu quem está salvo.

Ao comentar o chamado conselho divino, relacionado a Michael Heiser, o teólogo reconheceu a complexidade espiritual, mas destacou que o foco central deve ser Cristo. Ele também criticou a ideia de que o cristianismo resume-se à imortalidade da alma.

Segundo o The Christian Post, textos como 1 Coríntios 15 indicam que a renovação já começou com a obra de Cristo e continua. A Igreja, nesse quadro, deve refletir essa nova realidade presente, antecipando o que será plenamente revelado no futuro.

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