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Papa Leão XIV alerta sobre indiferença à violência

Papa Leão XIV convoca líderes a desarmar, buscar o diálogo e combater a indiferença, defendendo uma paz que transforma corações

O Papa Leão XIV. Foto: Handout/Vatican Media/AFP
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  • O papa Leão XIV presidiu pela primeira vez a missa do Domingo de Páscoa na Praça São Pedro, no Vaticano, diante de milhares de fiéis.
  • Ele pediu que líderes mundiais se desarmem e busquem o diálogo para encerrar conflitos bélicos, não com força, mas com cooperação.
  • O pontífice criticou a apatia diante do sofrimento alheio e a “globalização da indiferença” diante da violência e das consequências sociais e econômicas dos conflitos.
  • Citando Cristo, destacou que a verdadeira força que traz paz é o diálogo e a busca pelo bem comum, além de evitar impor planos individuais.
  • Segundo o Vaticano, cerca de 50 mil pessoas acompanharam a celebração, ao final da qual o papa pediu que se ouça o grito de paz que nasce do coração.

O Papa Leão XIV presidiu pela primeira vez a missa do Domingo de Páscoa na Praça São Pedro, no Vaticano. O evento reuniu milhares de fiéis, que acompanharam a celebração realizada neste domingo, 5 de abril, em meio a um apelo pela paz e pelo desarmamento internacional.

Durante o sermão, o líder católico pediu que quem detém armas ou tem poder de iniciar guerras abandone esses recursos e opte pela paz, construída pelo diálogo e pela cooperação, em vez da dominação. Ele enfatizou que a paz verdadeira não pode se basear na força, mas na construção conjunta com os outros.

Leão XIV criticou a apatia diante do sofrimento alheio, alertando sobre uma crescente indiferença à violência, às mortes ocorridas em conflitos e às suas consequências econômicas e sociais. A expressão global da indiferença foi associada à ideia de uma “globalização da indiferença” e à frequência de conflitos que geram ódio e divisão.

O pontífice lembrou que, para os cristãos, a Páscoa simboliza a vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas e do amor sobre o ódio. Segundo ele, enfrentar o mal exige coragem para olhar o outro e agir em prol do bem comum, não de interesses individuais.

Segundo o Vaticano, cerca de 50 mil pessoas acompanharam a celebração na Praça São Pedro. Ao final, o papa pediu que a humanidade eleve um grito de paz que alcance o coração de cada pessoa, indo além do silêncio das armas.

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