- Cresce a demanda por governança transparente nas igrejas, com fiéis querendo entender a destinação de dízimos e ofertas e líderes buscando decisões com informações claras.
- O pastor Ozeas Corrêa, da Igreja Rest, diz que prestar contas é tornar transparente o uso de recursos, com relatórios acessíveis, decisões justificadas e diálogo com a comunidade, embasado em princípios bíblicos (2 Coríntios 8:20-21; Parábola dos Talentos).
- A transparência fortalece a confiança, faz as pessoas contribuírem com mais consciência e reduz conflitos; a ausência de clareza pode gerar desconfiança e perguntas.
- Recomenda práticas como relatórios periódicos, conselhos administrativos representativos, auditorias externas e reuniões abertas, além de disponibilizar versões resumidas online, usando linguagem simples e gráficos para explicar decisões.
- O pastor Kennedy Sobrinho, da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, afirma que a prestação de contas é direito dos membros; igrejas sérias prestam contas regularmente e a falta de transparência pode comprometer a integridade da liderança, potencialmente levando ao afastamento de fiéis, com uso de canais digitais para manter o diálogo.
O debate sobre a prestação de contas ganhou relevância diante do crescimento das igrejas e das demandas sociais. Dirigentes religiosos apontam a necessidade de governança transparente para esclarecer a destinação de dízimos e ofertas, bem como para embasar decisões com informações claras. A sociedade acompanha a atuação das igrejas em questões éticas e legais.
O pastor Ozeas Corrêa, líder da Igreja Rest, em Niterói, afirmou que prestar contas representa transparência no uso dos recursos confiados à liderança. Segundo ele, os relatórios devem ser acessíveis, as decisões justificadas e o diálogo com a comunidade aberto.
Corrêa destacou três dimensões da prática: legal, ética e bíblica. A dimensão legal envolve cumprir estatutos; ética fortalece a confiança; bíblica orienta a responsabilidade espiritual. Ele citou a Parábola dos Talentos como referência de gestão responsável.
Para fortalecer a confiança, o pastor enfatizou que a transparência incentiva a participação consciente dos fiéis e reduz a chance de conflitos e escândalos. Também afirmou que a credibilidade da igreja depende da clareza na gestão.
Ele ainda alertou que a ausência de transparência gera desconfiança e perguntas, muitas vezes sem fundamento. Referenciou textos bíblicos que tratam da irrepreensibilidade da liderança e da necessidade de conduta exemplar.
Corrêa sugeriu práticas para cultivar confiança: relatórios periódicos acessíveis, conselhos administrativos representativos, auditorias externas e reuniões abertas com apresentação de resultados. Recomendou, ainda, versões resumidas em plataformas digitais.
Segundo ele, a comunicação deve usar linguagem simples e gráficos, explicando o porquê de cada decisão, além de evitar jargões técnicos. A liderança deve manter postura de gratidão e abrir espaço ao diálogo.
Kennedy Sobrinho, da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, em Caldas Novas, também defende a prestação de contas como direito dos membros, destacando que muitas igrejas tradicionais já adotam conselhos que prestam contas mensalmente.
Kennedy afirmou que a transparência é fundamental para a confiança, ainda que nem sempre haja exigência legal. Em caso de má gestão, ele orienta que o fiel avalie sua permanência na instituição, reforçando que há igrejas sérias que honram a confiança.
Em entrevista, ele lembrou que a prática está alinhada com princípios bíblicos de ordem e decência na administração de recursos. A recomendação é manter reuniões, comunicados e canais digitais para esclarecer resultados.
Para o pastor, a ausência de prestação de contas compromete a integridade da liderança e pode afastar fiéis. A sugestão é manter a prática contínua, com clareza na comunicação e uso de meios digitais para dúvidas.
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