- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu determinou que autoridades liberem a entrada do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para as celebrações da Semana Santa.
- A decisão veio após a polícia de Jerusalém ter impedido a cardeal de entrar no Domingo de Ramos, sob argumento de segurança.
- Netanyahu afirmou que a restrição inicial ocorreu devido a ataques iranianos com mísseis balísticos a locais sagrados em Jerusalém, e pediu que fiéis de todas as religiões se abstivessem temporariamente de cultos nesses locais.
- O governo disse que as medidas seguiam diretrizes do Comando da Frente Interna, que limitavam reuniões a até cinquenta pessoas; instituições religiosas disseram que as celebrações foram privadas e sem procissões.
- O Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia Franciscana da Terra Santa classificaram a decisão como grave precedente e violação da liberdade de culto; o embaixador dos EUA em Israel criticou a atuação policial.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, autorizou nesta segunda-feira, 30, a entrada do cardeal Pierbattista Pizzaballa na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para celebração religiosa. A medida também permitiu a realização de missas no local.
A decisão ocorreu após a polícia de Jerusalém ter impedido a entrada do cardeal no domingo, 29, para a missa de Domingo de Ramos. Netanyahu citou motivos de segurança para explicar a restrição inicial.
Segundo o governo, a liberação ocorreu após avaliação de diretrizes do Comando da Frente Interna, que limitam reuniões a até 50 pessoas. Autoridades religiosas disseram que essa limitação não foi ultrapassada.
Reação e contexto
O Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia Franciscana da Terra Santa disseram que as celebrações estavam ocorrendo de forma privada, sem procissões, conforme normas vigentes. Eventos públicos foram cancelados e as missas passaram a ser transmitidas a fieis em outros países.
O texto cita críticas de entidades religiosas, que chamaram a restrição de grave precedente e desproporcional, afirmando violar a liberdade de culto e o status quo dos locais sagrados. O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, classificou a atuação como difícil de entender e pediu alternativas para assegurar as celebrações.
A data coincide com o Domingo de Ramos, abertura da Semana Santa no calendário cristão, que relembra a entrada de Jesus em Jerusalém com ramos de palmeiras. O evento marca o início de um conjunto de celebrações que antecedem a Páscoa.
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