- Um evangelista iraniano, Shah Ahmadi, relatou ter vivido no Irã por vinte e dois anos sob regime islâmico e hoje atua como diretor de alianças estratégicas na Iran Alive Ministries, no Ocidente.
- Ele disse ter entrado no Islã ainda criança, aos oito anos, e que, no Irã, a prática religiosa é centrada no Islã; formou-se em engenharia de agrimensura e ganhou destaque profissional.
- Ahmadi afirma ter sido interrogado pelo governo iraniano após testemunhar uma instalação sensível, o que motivou sua fuga clandestina pela Turquia, com ajuda de um contrabandista, no meio do inverno.
- Chegando à Turquia, enfrentou desconfianças por conta de agentes iranianos; depois mudou-se para a Inglaterra, onde passou a ouvir a mensagem de Cristo e a ter uma conversão espiritual após frequentar cultos.
- Ele afirma que oito familiares se converteram ao cristianismo, com parte da família indo para a Turquia em 2016; hoje quarenta famílias praticam igrejas domésticas no Irã, correndo risco de prisões de cinco a dez anos. Ahmadi continua a testemunhar e apoiar cristãos sob perseguição.
Shah Ahmadi, evangelista e diretor de alianças estratégicas da Iran Alive Ministries, narra 22 anos no Irã sob o regime islâmico e a concessão de buscar o Ocidente. Hoje atua na divulgação de sua trajetória e fé.
O relato detalha o início na prática do Islã ainda na infância, quando o pai o levou à mesquita aos 8 anos. No Irã, a educação religiosa se concentrou no Islã, segundo ele.
Na juventude, Ahmadi passou a memorizar o Alcorão e formou-se em engenharia de agrimensura, obtendo reconhecimento profissional. A carreira ganhou peso até ser alvo de investigação governamental.
Trajetória de fuga e adaptação
A depender de relatos, a perseguição começou após testemunhar uma instalação sensível. Questionamientos sobre vínculos com Israel e os EUA resultaram em alerta de risco de vida, levando-o a fugir sem se despedir da família.
A fuga ocorreu de forma clandestina, cruzando a fronteira com a Turquia no inverno, com a ajuda de um contrabandista. Ele relata medo intenso e incerteza sobre a vida durante a travessia.
Na Turquia, enfrentou desconfiança devido à presença de agentes iranianos. O período foi marcado por perdas e insegurança, o que o levou a recorrer a comportamentos autodestrutivos, como consumo de álcool e tabaco.
Novos caminhos e fé no Ocidente
Depois, mudou-se para a Inglaterra, onde não tinha direção espiritual até um encontro com um cristão que lhe mostrou a mensagem de Jesus. A partir daí, passou a frequentar cultos e vivenciar uma experiência espiritual marcante.
A comparação entre a Bíblia e o Alcorão ocorreu ao longo de meses, levando à compreensão de que Jesus o ama como é. A conversão resultou em uma nova visão de vida, segundo ele.
Segundo Ahmadi, a aceitação de Cristo implica enfrentar perseguição. Ele afirma que vários familiares também se converteram ao cristianismo, alguns após sonhos ou visões.
Ele afirma que oito familiares receberam experiências espirituais por meio de sonhos no Irã. Em 2016, parte da família foi para a Turquia, onde outros seguidores também adotaram a fé cristã.
Atualmente, o evangelista diz que 32 membros de sua família participam de igrejas domésticas no Irã. A prática cristã no país, segundo ele, envolve riscos com detenção de 5 a 10 anos para quem frequenta cultos em casa, e penas maiores para batismo.
Ahmadi continua a testemunhar sua fé e a apoiar cristãos que vivem em contextos de perseguição religiosa, mantendo o trabalho missionário com foco em novas comunidades vulneráveis.
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