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Papa critica Trump em comentário sobre líderes com mãos cheias de sangue

Papa afirma que Deus não ouve orações de líderes que promovem a guerra, em meio a tensões entre EUA, Irã e Israel

Wearing ceremonial robes, Pope Leo XIV stands in St Peter's Square, Vatican City, during the Palm Sunday mass
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  • O Papa afirmou que Deus não ouve as orações de líderes que promovem guerra e têm as mãos “cheias de sangue”, em tom de repreensão à administração dos EUA.
  • O comentário foi feito durante a missa de Domingo de Ramos na Praça de São Pedro, em meio ao envio de tropas americanas ao Oriente Médio e ao acúmulo de forças perto do Irã.
  • Leo XIV citou uma passagem bíblica para dizer que Jesus não pode ser usado para justificar a violência e que ele rejeita guerras.
  • O pontífice não nomeou governos, mas as palavras vieram dias após o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, pedir violência contra inimigos considerados sem misericórdia.
  • Também houve tensão em Jerusalém, com autoridades religiosas impedidas de entrar em uma igreja, e a premiê italiana Meloni comentou o incidente; não há anúncio de visita dos EUA.

O Papa publicou críticas contundentes durante a missa de Domingo de Ramos na Praça de São Pedro, sinalizando desaprovação a líderes com “mãos manchadas de sangue” que apoiam guerras. As declarações ocorreram em meio a tensões entre EUA, Irã e Israel.

A mensagem papal não citou governantes específicos, mas veio logo após comentários do secretário de Defesa dos EUA, o reverenciado Pete Hegseth, que fez um pedido de violência contra inimigos desprovidos de misericórdia. O contexto envolveu o aumento de forças americanas na região.

A homilia apontou que Jesus representa a face pacífica de Deus e não pode ser usado para justificar conflitos. O pontífice também ressaltou que quem lidera guerras não escuta as preces que pedem paz, enfatizando um chamado à reconciliação.

Contexto do conflito

Parlamentares iranianos repercutiram o momento com advertências sobre possíveis respostas a ações dos EUA. O Pentágono vinha preparando operações terrestres por semanas, segundo fontes citadas por veículos de imprensa.

A seara religiosa também ganhou contornos políticos, com críticas de líderes de várias confissões ao uso da fé para legitimar ações bélicas. O Vaticano tem defendido cessar-fogo e a implementação de vias de paz na região.

Incidentes na região

Na sequência, autoridades israelenses impediram a entrada de um alto escalão cristão na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para celebrar a missa. A governança local classificou o episódio como ataque a liberdades religiosas.

A crise envolve a tensão entre a proteção de comunidades cristãs na região e a segurança pública. Parisios, ministros e líderes religiosos têm citado a importância de evitar escaladas que agravem o sofrimento humano.

Perspectiva internacional

O Papa tem repetidamente pedido cessar-fogo e suspensão de ataques aéreos, defendendo caminhos concretos de reconciliação. A figura proeminente da Igreja Católica, head dos católicos norte-americanos, mantém posição de pressão diplomática sobre as partes envolvidas.

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