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Papa Leão XIV denuncia abismos entre pobres e ricos em Mônaco

Papa Leão XIV denuncia abismos entre pobres e ricos durante visita relâmpago a Mônaco, pedindo redistribuição de bens e maior solidariedade global

O papa Leão XIV. Foto: Filippo MONTEFORTE / AFP
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  • O papa Leão XIV fez uma visita relâmpago a Mônaco, de menos de nove horas, a primeira de um pontífice neste microestado em quase cinco séculos.
  • Ele foi recebido pelo príncipe Albert II e pela princesa Charlène e discursou da varanda do Palácio do Príncipe, em francês.
  • Em discurso, denunciou abismos entre pobres e ricos e disse que talentos e bens devem ter destino universal e ser redistribuídos.
  • A programação incluiu uma missa no Estádio Louis II para cerca de quinze mil fiéis e um encontro com cerca de 1.500 jovens na catedral; o pontífice citou a encíclica Rerum Novarum.
  • Monaco, com apenas oito por cento da população de 39 mil habitantes praticante católica, reforçou mensagens de solidariedade e de proteção à vida desde o nascimento até a própria velhice.

O Papa Leão XIV realizou uma visita relâmpago a Mônaco neste sábado 28, em menos de nove horas, para falar sobre desigualdades entre pobres e ricos. O encontro ocorreu no Palácio do Príncipe e na missa no Estádio Louis II, com a presença de moradores que acenaram bandeiras do Vaticano e de Mônaco. A viagem teve como objetivo abordar justiça social no principado.

O pontífice chegou por volta das 9h locais, vindo de Roma de helicóptero, e foi recebido pelo príncipe Albert II e pela princesa Charlène no heliporto. Em seguida, seguiu ao Palácio do Príncipe, onde proferiu discurso na língua francesa enfatizando a necessidade de redestribuição de bens e oportunidades. O texto também ressaltou que talentos e recursos devem servir a um destino universal.

Enfoque social e religião

Em tom crítico a estruturas de poder, Leão XIV citou abismos entre privilegiados e descartados, destacando a responsabilidade de quem tem mais recursos. A referência à encíclica Rerum Novarum, de Leão XIII, sinalizou continuidade com a doutrina social da Igreja. A missa na praça da igreja de Santa Devota reuniu cerca de 15 mil fiéis, com participação de jovens.

O príncipe Albert II reconheceu a obrigação de solidariedade entre estados e observou que pequenos países podem contribuir para a educação e a assistência global. Um morador italiano residente em Mônaco comentou que o principado é pequeno, porém generoso, e reforçou o apelo por responsabilidade compartilhada.

O Vaticano também enfatizou que a vida humana deve ser protegida desde o início até o fim natural. A visita ocorreu uma semana antes da Páscoa, período de maior atenção religiosa, e ajudou a medir a popularidade do papa entre a comunidade local, que é majoritariamente não católica. O território de dois quilômetros quadrados tem cerca de 39 mil habitantes, dos quais apenas parcela prática da fé é amplamente expressiva.

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