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Cardeal afirma que Igreja Católica depende da ordenação de mulheres

Cardeal Hollerich afirma que a Igreja Católica não pode perdurar sem ordenar mulheres, defendendo ampliar participação feminina e funções leigas

Cardeal diz que Igreja Católica não sobreviverá sem ordenar mulheres
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  • O arcebispo de Luxemburgo, Jean-Claude Hollerich, disse que a Igreja Católica pode enfrentar dificuldades de continuidade se mantiver a ordenação apenas de homens. (Falou em um simpósio em Bonn, Alemanha, segundo The Catholic Herald.)
  • Hollerich afirmou não conseguir imaginar uma igreja que dure no longo prazo se metade do povo de Deus não tem acesso ao ministério ordenado; ele disse que a posição não se restringe a grupos específicos.
  • O Papa Bento XVI? Não; é Papa Francisco. O texto cita posições do Papa e indica que os estudos sobre o tema continuam.
  • O Relatório Final do Grupo de Estudos 5, da Secretaria Geral do Sínodo, não recomendou a ordenação de mulheres, mas defendeu ampliar funções não ordenadas e a participação feminina em governança diocesana.
  • O documento reconhece a atuação relevante das mulheres na Igreja, muitas vezes com pouca visibilidade, e aponta caminhos para ampliar espaços de participação, inclusive para fiéis leigos.

O arcebispo de Luxemburgo, Jean-Claude Hollerich, afirmou que a Igreja Católica pode enfrentar dificuldades de continuidade caso mantenha a tradição de ordenar apenas homens ao sacerdócio. A declaração ocorreu durante um simpósio em Bonn, na Alemanha, segundo o The Catholic Herald.

Hollerich disse não conseguir imaginar a igreja continuando a existir a longo prazo se metade do povo de Deus não tiver acesso ao ministério ordenado. Segundo ele, a opinião é compartilhada por mulheres nas paróquias, com grande parte apoiando a abertura do ministério.

O debate sobre participação feminina na Igreja tem ganhado espaço nos últimos anos. O Código de Direito Canônico estabelece que apenas homens batizados podem ser ordenados sacerdotes, mantendo a prática atual.

Contexto entre estudos e propostas

O Relatório Final do Grupo de Estudos 5, da Secretaria Geral do Sínodo, discutiu a participação das mulheres na vida e na liderança da Igreja. O documento não recomenda a ordenação feminina, mas defende ampliar funções não ordenadas.

O relatório aponta que a discussão sobre o diaconato feminino ainda não está madura para definição. Refere posicionamentos do Papa Francisco e mantém os estudos em andamento sobre o tema.

Também reconhece o papel relevante das mulheres na vida da Igreja, muitas vezes com pouca visibilidade. Propõe ampliar espaços de participação, inclusive em governança diocesana.

Existe ainda o caminho carismático para ampliar a participação de fiéis leigos, especialmente mulheres, na vida e na gestão da Igreja, segundo o texto.

Planos sobre sacerdócio masculino casado

Apesar das mudanças propostas, Hollerich ressaltou a ausência de consenso dentro da Igreja. Ele apoia iniciativas para ampliar a atuação feminina dentro da estrutura atual.

Um exemplo de mudança em debate ocorre na diocese de Antuérpia. O bispo Johan Bonny planeja ordenar homens casados ao sacerdócio até 2028.

Bonny afirmou, em carta pastoral, que o tema já tem apoio entre lideranças. A chamada é por decisão sobre quando e quem fará a ordenação de homens casados.

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