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Sarah Mullally, primeira mulher arcebispa de Canterbury após 1400 anos

Sarah Mullally torna-se a primeira mulher arcebispa de Canterbury, líder espiritual de 85 milhões de anglicanos, em cerimônia que uniu tradição a simbolismo global

Arcebispa de Canterbury, Sarah Mullally, sorri durante a cerimônia de entronização, na Catedral de Canterbury
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  • Sarah Mullally tornou-se a primeira mulher arcebispa de Canterbury, nesta quarta-feira 26, liderando a Igreja da Inglaterra e 85 milhões de anglicanos.
  • Ela tomou assento na cadeira de Santo Agostinho, na Catedral de Canterbury, diante de cerca de dois mil convidados, incluindo o príncipe William, Kate e o primeiro-ministro Keir Starmer.
  • No sermão, Mullally usou mitra dourada e contou com um coro africano de mulheres; pediu que a paz prevaleça em regiões afetadas pela guerra, como Oriente Médio, Ucrânia, Sudão e Mianmar.
  • A cerimônia ocorreu após críticas do grupo conservador Gafcon, que chegou a considerar uma liderança paralela, mas acabou apoiando a nomeação ao manter um novo conselho.
  • A arcebispa ressaltou compromisso com verdade, compaixão, justiça e ação, e enfatizou a unidade na diversidade dentro da Igreja Anglicana.

Sarah Mullally se tornou a primeira mulher a ocupar a cadeira de arcebispo de Canterbury, liderando a Igreja da Inglaterra e seus 85 milhões de fiéis. A posse ocorreu nesta quarta-feira, na Catedral de Canterbury, em uma cerimônia que combinou tradição com simbolismo global.

A ex-enfermeira assumiu o posto na cadeira de Santo Agostinho, diante de cerca de 2 mil convidados, entre eles o príncipe William, Kate Middleton, o primeiro-ministro Keir Starmer e líderes religiosos. Durante o sermão, Mullally pediu paz em regiões marcadas por conflitos, como Oriente Médio, Ucrânia, Sudão e Mianmar.

Cerimônia histórica

Antes da cerimônia, o bispo Philip Mounstephen destacou a importância da chegada de uma mulher a um cargo antigo e de grande simbolismo. A nomeação, anunciada em outubro, ocorreu após tensões com o grupo Gafcon, que criticou a escolha, mas não avançou com uma liderança paralela.

A cerimônia contou com uma diversidade de vozes, incluindo um coral africano de mulheres. Orações e leituras em idiomas como urdu refletiram o alcance internacional da Igreja Anglicana.

Um marco de debates internos

Mudanças sobre liderança feminina e questões LGBTQ+ marcaram o debate entre tendências progressistas e conservadoras dentro da igreja. Mullally reconheceu falhas passadas na proteção da instituição e enfatizou a necessidade de verdade, compaixão e justiça.

A arcebispa reiterou a ideia de unidade na diversidade, ressaltando a natureza global da Igreja. Ela ingressou na catedral pela porta oeste, com um manto inspirado no traje de enfermeira do Serviço Nacional de Saúde, recebida por crianças.

Continuidade de símbolos e vínculos

Durante o culto, Mullally usou um anel símbolo de aproximação entre anglicanos e católicos, presente desde 1966 e dado pelo papa Paulo 6º a um antecessor. O serviço integrou leituras em várias línguas, destacando a dimensão mundial da instituição.

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