- Em 9 de outubro de 2025, a polícia chinesa prendeu o pastor Wang Lin, da Zion Church, enquanto ele viajava para Shenzhen, marcando o início de uma ampla ofensiva contra uma das maiores congregações clandestinas do país.
- A Zion Church é uma igreja independente não aprovada pelo Partido Comunista, que vem sendo alvo de restrições desde 2018, quando o governo de Xi Jinping intensificou a vigilância sobre religiões consideradas estrangeiras.
- Em poucas horas, diversos pastores foram detidos em várias cidades chinesas e encaminhados para Beihai, na Guangxi, sinalizando coordenação e intensidade da operação.
- Muitos líderes continuam detidos ou monitorados por advogados, sem contato direto com familiares; as autoridades costumam imputar acusações de fraude a clérigos não autorizados para justificar prisões.
- A repressão tem provocado condenação internacional, com cobranças pela libertação de Wang Lin e reflexos sobre o estado da religião no país, que desde 2018 vem buscando alinhá-la aos valores oficiais do governo.
O regime de Xi Jinping intensificou a repressão a religiões não autorizadas na China. Em 9 de outubro de 2025, a polícia deteve o pastor Wang Lin, líder da Zion Church, na viagem para Shenzhen, no sul. A ação colocou a comunidade com cerca de 5 mil fiéis em alerta.
A Zion Church funciona como uma igreja independente não reconhecida pelo Partido Comunista. A detenção ocorreu durante uma operação noturna, com relatos de que várias lideranças foram afetadas em diferentes regiões do país. Ainda não está claro se Wang foi o único alvo ou se outras prisões ocorrerão.
Pastores de várias cidades foram recolhidos nas primeiras horas após o grupo ser alvo. Em menos de 24 horas, várias lideranças foram levadas a Beihai, na Guangxi, em uma operação coordenada que elevou o nível de apreensão entre os membros.
Alguns dos detidos foram liberados, mas figuras de destaque, incluindo Jin Mingri, permanecem sob custódia. Familiares destacam dificuldades de contato direto com os detidos, com apenas informações passíveis de advogados em momentos esporádicos.
Contexto histórico
A Igreja Zion foi fundada em 2007 por Jin Mingri, após estudo no exterior, e tornou-se uma das maiores congregações de Pequim. Mesmo sem aprovação oficial, igrejas independentes conviveram com tolerância até a década passada.
A repressão se intensificou a partir de 2018, quando o aparato regulador religioso foi reformulado e passou a atuar sob controle mais rígido do Estado. As autoridades justificam ações como parte da política de sinicização da fé.
Críticas internacionais já levantam preocupações sobre violações de liberdade religiosa. Autoridades chinesas destacam que a resposta busca alinhamento entre religião e valores do Estado. Fontes próximas às comunidades relatam perseguição ampliada.
Ações contra líderes religiosos têm sido acompanhadas de acusações comuns, como fraudes ao alegarem arrecadação de dízimos sem reconhecimento estatal. O governo não confirma números oficiais sobre prisões, mantendo o sigilo sobre os casos.
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