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Diácono excomungado aguarda recurso após caso de abuso envolvendo sacerdote

Diácono excomungado na Louisiana aguarda desfecho de recurso junto à DDF, após abuso de padre contra o filho ter motivado a expulsão

Scott Peyton with his wife, Letitia.
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  • Scott Peyton, ex-diacono da diocese de Lafayette, Louisiana, foi excomungado em março de 2024 após o padre ter abusado de seu filho; ele ingressou à igreja anglicana.
  • Peyton abriu recurso contra a excomunhão, apresentado à Secretaria de Doutrina da Fé (DDF) em maio de 2024, argumentando que não houve benefício pastoral na censura.
  • O caso envolve o padre Michael Guidry, que reconheceu o abuso do filho de Peyton, Oliver, e foi condenado a sete anos de prisão; em 2021, a diocese pagou 350 mil dólares em acordo civil.
  • A apelação de Peyton permanece sem resolução, com cartas enviadas à DDF em outubro de 2024 e novamente em fevereiro, solicitando atualização, sem retorno até o momento.
  • O bispo da diocese de Lafayette, J. Douglas Deshotel, disse que Peyton foi excomungado e declarou que “não somos católicos porque a igreja é perfeita”, levando a críticas sobre a gravidade da sanção.

Scott Peyton, antigo diácono da diocese de Lafayette, Louisiana, continua aguardando o desfecho de um recurso canônico contra sua excomunhão, decretada pelo bispo local em março de 2024. A decisão ocorreu após um padre da paróquia onde Peyton atuava ter confessado ter abusado sexualmente do filho adolescente dele, Oliver. A excomunhão foi formalizada de forma imediata pelo bispo J Douglas Deshotel.

Peyton pediu a revisão do caso junto à Dicastery para a Doutrina da Fé (DDF), órgão responsável pela disciplina clerical, em maio de 2024. O recurso alega que não houve benefício pastoral com a sanção e que a expulsão afeta negativamente a vida espiritual de Peyton e de sua família. O processo deveria ser concluído em cerca de três meses, segundo procedimentos habituais.

Entre os desdobramentos, o bispo Deshotel informou, em 13 de março de 2024, a excomunhão válida de Peyton. Em outubro de 2024, Deshotel comunicou que o recurso estava em avaliação pela DDF, a pedido da secretaria chefiada pelo arcebispo John Joseph Kennedy. Em fevereiro, a advogada de Peyton, Dawn Eden Goldstein, solicitou uma atualização sobre o andamento do caso e manteve contato com a DDF, sem retorno até o momento.

Oliver Peyton, filho de Scott, foi protegido pela diocese durante o litígio civil que resultou em um acordo de 350 mil dólares em 2021. O pai também se tornou um defensor de vítimas de abuso clerical, enquanto Peyton se afastou dos deveres de diácono em dezembro de 2023 para se integrar a uma congregação anglicana.

A diocese de Lafayette não divulgou informações adicionais sobre o status de Guidry, o padre condenado, nem sobre eventual laicização ou sanções adicionais. O caso ganhou atenção internacional ao destacar a diferença entre punições aplicadas a quem cometeu abuso e àqueles que expõem ou sofreram tais crimes dentro da igreja.

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