- Em 2016, a autora decidiu divulgar publicamente seus pensamentos feministas, grávida na época, durante o período de destabilização política no Brasil.
- Participou de movimentos evangélicos pró Estado de Direito e de coletivos como Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, defendendo democracia e direitos das mulheres.
- Com o tempo, rompeu vínculos com a igreja tradicional, vivenciou luto e criou uma nova forma de fé que não apoia discurso de ódio ou exclusão de quem é diverso.
- Ao ver o desfile da escola de samba Acadêmico de Niterói, surgiu a metáfora da “lata” para a família conservadora, questionando a ideia de que ser conservador é estar preso a padrões rígidos.
- Apontou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre abusos e violência doméstica, sustentando a necessidade de transformação social e espiritual.
O texto narra uma mudança pública de posicionamento de uma mulher em 2016, quando decidiu falar sobre feminismo durante o período do impeachment de Dilma Rousseff. O feito ocorreu em um contexto de defesa da democracia, com a participação de coletivos como Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.
Além de mencionar figuras como Ed René Kivitz e Ricardo Gondim, a autora descreve o conflito entre fé, raça e gênero. Ela relata a pressão de parte da comunidade evangélica para manter uma linha de pensamento conservadora e o impacto dessa ruptura em relações pessoais e espirituais.
Em 2016, já grávida, ela diz ter se sentido motivada a agir diante de ataques misóginos contra Dilma. A motivação nasce da combinação entre maternidade, raça e a percepção de que a fé não pode defender discursos de ódio.
Anos depois, ao acompanhar o desfile da escola Acadêmico de Niterói, ela relembra a decisão tomada dez anos antes. O episódio a fez manter a convicção de que a fé pode coexistir com uma visão crítica de estruturas conservadoras.
A ala identificada como “Neoconservadores em conserva” foi citada, vinculando-se a críticas à ética de certos cidadãos. A autora comenta como a família tradicional foi associada a uma imagem de “lata” sob discurso conservador.
Ela recorre à parábola do Fariseu e do Publicano para ilustrar o conflito entre orgulho e humildade. O relato é usado como referência para refletir sobre práticas religiosas em ambientes de poder.
Ao longo de uma década, a autora afirma ter vivenciado ataques por se posicionar contra uma visão conservadora da família. Ela relata abusos de lideranças religiosas e expulsões de casa por serem LGBTQIA+, de acordo com o texto.
A autora sustenta que pagar esse preço a levou a perceber abusos sexuais, violência contra mulheres e exclusões dentro de casas religiosas. Ela cita estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública para embasar o argumento.
Segundo a narrativa, cerca de 68% dos casos de abuso infantil ocorrem no âmbito familiar; 70% das agressões contra mulheres são cometidas por familiares; e 40% das mulheres que sofrem violência em lares evangélicos. Esses números são usados para sustentar a crítica.
A mensagem central é a de buscar uma fé que não se restrinja a estereótipos. A autora diz que prefere uma leitura de liberdade e vida abundante, divergente de uma estética de enclausuramento.
Conclui afirmando que está disposta a pagar o preço por essa posição, mantendo a fé em Jesus. A ideia apresentada é de que o verdadeiro abrigo espiritual não deve caber numa lata de conserva.
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