Em Alta NotíciasPolíticaFutebolAcontecimentos internacionaisConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Conflitos na Nigéria expulsam cristãos convertidos

Conversões entre fulanis ao cristianismo enfrentam expulsões, violência e isolamento; igrejas que acolhem buscam apoiar os convertidos

A Fulani herder leads his cattle to graze.
0:00
Carregando...
0:00
  • Jibrin Abubakar, de Daura, Nigeriа, se converteu ao cristianismo em Jalingo após ouvir um pastor em 2000, enfrentando perseguição da comunidade muçulmana.
  • Ao abandonar o islamismo, Abubakar perdeu esposa, filhas e bens, incluindo casa e gado, sob pressão da família e da sociedade fulani.
  • Em 2008, membros da organização Izala o prenderam por cinco dias; o caso foi levado a um tribunal islâmico, que o deixou com a opção de reconsiderar a fé.
  • O apoiaram cristãos locais e a igreja ECWA (Evangelical Church Winning All), que o alojou temporariamente, mantendo-o firme na fé.
  • Líderes de igrejas destacam a necessidade de acolher convertidos fulani, apesar do medo e da violência que cercam o tema, e ressaltam dificuldades logísticas de acompanhamento pastoral.

A história de Jibrin Abubakar ilustra o exílio de convertidos ao cristianismo entre comunidades Fulani no norte da Nigéria. O caso envolve violência, discriminação e deslocamento, com impactos sobre famílias inteiras que abraçaram a fé cristã.

A conversão de Abubakar começou em Jalingo, Taraba, após 2000, durante um período de viagens de negócios. Ele cresceu numa família muçulmana Fulani em Daura, no estado de Katsina, e foi influenciado por um pastor local que pregava sobre Jesus como único ser sem pecado.

O homem, hoje com 49 anos, transferiu-se para ECWA e para uma vida de fé fora da comunidade Fulani. O relato envolve a divulgação da fé, mudanças no cotidiano e o distanciamento de familiares que não aceitaram a nova religião.

Contexto e riscos para convertidos

Ao optarem pelo cristianismo, muitos Fulani enfrentam discriminação e violência, segundo organizações de direitos religiosos. A grande maioria da população Fulani no país é muçulmana, o que agrava o estigma para quem se converte.

As famílias atendidas por Abubakar sofreram pressão social: a esposa foi tirada dele, com as filhas pequenas levadas pela família materna para serem criadas sob outra fé. O retorno aos laços familiares tornou-se impossível para muitos convertidos.

Em Daura, a pressão de grupos como Izala levou Abubakar a ser detido por dias e, posteriormente, a enfrentar um tribunal sob lei islâmica. A resposta estatal e local à perseguição tem sido variada, aumentando a vulnerabilidade de convertidos.

Caminhos de acolhimento e resistência

Após a fuga, Abubakar encontrou abrigo com membros da ECWA em Jalingo e, posteriormente, passou a promover o encontro entre a comunidade Fulani convertida e espaços de igreja. Hoje ele atua como plantador de igreja e busca abrir portas para novos fiéis.

Organizações religiosas acompanham a realidade dos convertidos, destacando a necessidade de diálogo entre comunidades para reduzir o risco de violência e oferecer suporte social. Missionários trabalham para manter vínculos com os Fulani em regiões do norte do país.

O caso de Abubakar revela o dilema entre identidade cultural e fé, com impactos profundos na vida familiar e na coesão comunitária. A história reforça a importância de ações que promovam proteção a minorias religiosas.

Desdobramentos regionais e perspectivas

Conflitos entre pastores, comunidades muçulmanas e agricultores continuam a moldar a experiência de convertidos. Não há consenso entre líderes comunitários sobre estratégias de convivência pacífica, mas há apelos por maior apoio institucional às vítimas.

Especialistas destacam que a mobilidade pastoral dos Fulani complica o acompanhamento pastoral e a continuidade de cuidados comunitários. O desafio é manter redes de apoio sem expor convertidos a novas situações de violência.

O caso de Abubakar segue como referência de resistência e fé, sem oferecer julgamentos sobre as escolhas religiosas. Organizações religiosas e comunidades locais continuam a buscar caminhos para reduzir abusos, promover diálogo e acolhimento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais