- O Ministério da Inteligência do Irã prendeu 54 cristãos, acusando-os de espionagem e atividades contra a segurança nacional.
- As acusações foram divulgadas pela mídia estatal, que insinuou ligações entre a comunidade evangélica e serviços de inteligência estrangeiros.
- A organização cristã Portas Abertas criticou a veiculação das acusações antes de qualquer julgamento, comprometendo os direitos dos acusados.
- A mídia estatal exibiu vídeos com confissões forçadas e literatura cristã confiscada, como Bíblias.
- A situação dos cristãos no Irã é preocupante, com muitos obrigados a se reunir clandestinamente para praticar sua fé.
O Ministério da Inteligência do Irã prendeu 54 cristãos nas últimas semanas, acusando-os de espionagem e atividades contra a segurança nacional. As acusações foram amplamente divulgadas pela mídia estatal, que insinuou ligações entre a comunidade evangélica e serviços de inteligência estrangeiros, levantando preocupações sobre a falta de um devido processo legal.
A organização cristã Portas Abertas denunciou que as acusações foram veiculadas antes de qualquer julgamento, o que compromete os direitos dos acusados. A mídia estatal exibiu vídeos com confissões forçadas e literatura cristã confiscada, como Bíblias, alegando que os detidos foram treinados no exterior. O diretor do grupo Article18, Mansour Borji, criticou a falta de evidências e o uso de confissões forçadas, ressaltando que os cristãos convertidos no Irã não têm igrejas reconhecidas e são forçados a se reunir clandestinamente.
Contexto de Perseguição
As práticas cristãs, como oração e culto, são tratadas como atividades criminosas no Irã, que ocupa a nona posição na Lista Mundial de Perseguição. A narrativa promovida pela mídia estatal contribui para a hostilidade social contra os cristãos evangélicos, retratando-os como traidores. Borji destacou que, se as autoridades tivessem confiança em suas alegações, permitiriam uma investigação independente sobre os detidos.
A situação dos cristãos de língua persa no Irã é alarmante, com muitos fiéis obrigados a se reunir em segredo para praticar sua fé. A Portas Abertas faz um apelo à comunidade global para que ore pela proteção e perseverança desses cristãos, que enfrentam perseguições por viverem sua fé em Jesus.
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