- Oito pessoas, incluindo uma missionária irlandesa e uma criança, foram libertadas após quase um mês de sequestro em um orfanato no Haiti.
- O grupo foi capturado em 3 de agosto durante um ataque por homens armados.
- Gena Heraty, a missionária, atua no país desde mil novecentos e noventa e três e é diretora de um programa para crianças e adultos com necessidades especiais.
- O ataque ocorreu em uma área dominada pela federação de gangues Viv Ansanm, considerada organização terrorista pelos Estados Unidos.
- O governo dos Estados Unidos busca autorização da Organização das Nações Unidas para criar uma nova Força de Supressão de Gangues em resposta à crescente violência no Haiti.
PORT-AU-PRINCE, Haiti — Oito pessoas, incluindo uma missionária irlandesa e uma criança de 3 anos, foram libertadas após quase um mês de sequestro em um orfanato. O grupo foi capturado em 3 de agosto durante um ataque por homens armados, segundo informações de autoridades e familiares.
Gena Heraty, a missionária que atua no Haiti desde 1993, é diretora de um programa para crianças e adultos com necessidades especiais no orfanato Saint-Hélène. Sua família expressou alívio e gratidão pela libertação, destacando a esperança por paz e segurança em meio à crescente violência no país.
O ataque ao orfanato, gerido pela organização internacional Nos Petits Frères et Sœurs, não teve reivindicação de responsabilidade. Contudo, a área é dominada pela federação de gangues conhecida como Viv Ansanm, que foi designada como organização terrorista estrangeira pelos Estados Unidos neste ano.
A violência no Haiti tem aumentado, com gangues controlando a maior parte da capital, Port-au-Prince. O sequestro de missionários não é um evento isolado; em 2021, a gangue 400 Mawozo sequestrou 17 missionários, incluindo cinco crianças, em um incidente que durou 61 dias.
Medidas Internacionais
Em resposta à escalada da violência, o governo dos Estados Unidos anunciou que busca autorização da ONU para criar uma nova Força de Supressão de Gangues. A embaixadora interina dos EUA na ONU, Dorothy Shea, fez o anúncio durante uma reunião do Conselho de Segurança, sem esclarecer se essa força será distinta da força multinacional liderada pelo Quênia já em operação no país.
A situação no Haiti continua crítica, com o aumento de sequestros e a insegurança generalizada afetando a vida de muitos cidadãos e trabalhadores humanitários.
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