- A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou preocupação com a prisão de mulheres e meninas em Cabul por não cumprirem o código de vestimenta do Talibã.
- As detenções ocorreram entre os dias 16 e 19 de julho, com as autoridades alegando que as detidas não usavam o hijab de forma adequada.
- Desde agosto de 2021, o Talibã impôs severas restrições aos direitos das mulheres, incluindo um decreto de maio de 2022 que exige o uso do burca.
- A ONU pediu ao governo talibã que revogue políticas que limitam os direitos humanos e a liberdade das mulheres, como a proibição de educação além da sexta série.
- A ONU também investiga alegações de maus-tratos e extorsão em troca da liberação das detidas.
ISLAMABAD (AP) — A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou preocupação com a recente prisão de mulheres e meninas em Cabul, acusadas de não cumprirem o rígido código de vestimenta imposto pelo Talibã. Entre os dias 16 e 19 de julho, várias detenções ocorreram, com as autoridades alegando que as detidas não estavam usando o hijab de forma adequada.
Desde a retomada do poder em agosto de 2021, o Talibã tem imposto severas restrições aos direitos das mulheres. Um decreto de maio de 2022 exigiu que as mulheres usassem burqas, cobrindo todo o corpo, exceto os olhos. A ONU destacou que essas ações contribuem para um ambiente de medo e isolamento, além de erodir a confiança pública.
A missão da ONU no Afeganistão pediu ao governo talibã que revogue políticas que limitam os direitos humanos e as liberdades fundamentais das mulheres, incluindo a proibição de educação além da sexta série. O porta-voz do Ministério da Vice e Virtude, Abdul Ghafar Farooq, confirmou que mulheres foram detidas por usarem “más hijabs”, mas não forneceu detalhes sobre o número de prisões ou o que constitui essa classificação.
Além disso, a ONU está investigando alegações de maus-tratos e extorsão em troca da liberação das detidas. O Talibã, que busca reconhecimento internacional, continua a aplicar sua interpretação estrita da lei islâmica, enquanto a comunidade global observa com crescente preocupação a situação dos direitos das mulheres no país.
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