Uma explosão atingiu a Igreja Mar Elias, em Dweila, nos arredores de Damasco, na Síria, neste domingo. Testemunhas disseram que um homem-bomba se detonou dentro da igreja, causando danos significativos e deixando o local cheio de destroços e sangue. Pelo menos 20 pessoas morreram e muitas outras ficaram feridas, incluindo crianças. O homem-bomba era ligado ao “Estado Islâmico” e, segundo informações, ele entrou na igreja, disparou contra os presentes e depois se explodiu. Este foi o primeiro atentado suicida em Damasco desde a queda do ex-presidente Bashar al-Assad em dezembro. O novo presidente, Ahmed al-Sharaa, prometeu proteger as minorias durante seu governo. A Síria é um dos países onde os cristãos enfrentam mais perseguições, ocupando a 18ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025.
Uma explosão abalou a Igreja Mar Elias no bairro Dweila, nos arredores de Damasco, capital da Síria, neste domingo, segundo informações da DW. Uma testemunha disse à agência de notícias Reuters que um homem-bomba se detonou dentro da igreja. A TV estatal síria também relatou que a explosão foi causada por um atentado suicida.
Correspondentes da agência de notícias AFP presentes no local disseram que a igreja ficou danificada, com pedaços de madeira de móveis e bancos destruídos espalhados, além de poças de sangue no chão.
Mortos e feridos
Fontes de segurança afirmaram que pelo menos 20 pessoas morreram e outras dezenas ficaram feridas, embora o número exato de vítimas ainda não esteja claro. Meios de comunicação locais afirmam que há crianças entre os atingidos, e que o homem-bomba era membro do “Estado Islâmico”. O Ministério do Interior sírio acrescentou que o agressor entrou na igreja, abriu fogo e depois detonou um colete explosivo.
Uma fonte de segurança, sob condição de anonimato, disse que dois homens participaram do ataque, incluindo o que se explodiu. O incidente marca o primeiro atentado suicida dentro de Damasco desde que Bashar al-Assad foi deposto por uma insurgência rebelde liderada por islamistas em dezembro.
O atual presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, que liderou a ofensiva contra Assad antes de assumir o poder em janeiro para uma fase de transição, afirmou repetidamente que protegerá as minorias durante seu mandato.
A Síria ocupa a 18ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2025, lista que classifica os 50 países em que os cristãos são mais perseguidos.
Entre na conversa da comunidade