- No episódio de estreia do CartaMaterna, podcast da CartaCapital, Dulce Amabis conversa com Clara Whitaker sobre a maternidade na contemporaneidade.
- Dulce, bióloga, mestre e doutora em genética pela USP, psicoterapeuta, afirma que a maternidade hoje é atravessada por cursos, aplicativos, palpites e algoritmos.
- Ela diz que “é muito mais difícil ser mãe hoje” e defende que o cuidado não nasce pronto, sendo aprendído “cuidando do bebê”.
- O papo abrange parto, doulas, cesáreas, casas de parto, amamentação, sono, puerpério e políticas públicas, destacando a necessidade de ajuda concreta no pós-parto.
- Alerta para encontrar o meio-termo entre não delegar todo o cuidado e não ficar isolada/o, evitando dependência excessiva de tecnologia e fórmulas.
A estreia do CartaMaterna traz uma pauta central: a maternidade hoje vive entre sobrecarga e terceirização do cuidado. No podcast do CartaCapital, a bióloga Dulce Amabis conversa com Clara Whitaker sobre gestar, parir e cuidar sem um manual comunitário.
Dulce, dedicada a gestantes e puérperas, aponta que o cuidado deixou de nascer da convivência e passou a depender de cursos, apps e conselhos. Ela sustenta que ser mãe hoje é mais complexo do que no passado e que é preciso aprender cuidando.
Segundo a pesquisadora, o cuidado não surge pronto e envolve observar a criança sem depender apenas de telas ou fórmulas. A discussão atravessa parto, cesáreas, doulas, casas de parto, amamentação e sono, conectando conhecimento técnico a redes de apoio.
Desafios e apoio prático
O programa destaca a necessidade de auxílio concreto no pós-parto, como alimentação, limpeza e organização doméstica. Ao mesmo tempo, alerta para o risco de delegar tanto que se perca o contato com o bebê, exigindo equilíbrio no cuidado.
Entre os temas, Dulce comenta políticas públicas relevantes e a busca por um meio termo entre autonomia materna e apoio externo. A conversa aborda ainda estratégias para reduzir desperdícios de cuidado e fortalecer rede de suporte.
Ouça o episódio completo do CartaMaterna.
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