- A narradora nasceu com o nome Priti Ubhayakar e enfrentou zombarias e desconfortos com nomes incomuns, no Reino Unido e nos Estados Unidos.
- Ao longo da educação e em momentos do cotidiano, o nome era frequentemente encurtado ou mal pronunciado, e ela não corrigia.
- Em 2004, ao começar um emprego em Mumbai, o chefe a cumprimentou corretamente, dizendo “Priti” como “Pree-thi”, marcando o ponto de virada.
- A partir desse momento, na Índia, passou a ouvir e usar a pronúncia do seu nome de forma consistente, ganhando confiança ao se apresentar e em interações diárias.
- Ao retornar aos Estados Unidos, manteve a autoestima cultivada, passou a pronunciar corretamente os nomes dos outros e a apresentar-se dizendo: “Hi, my name is Priti.”
A experiência que mudou tudo ocorreu em Mumbai, na Índia, em 2004. A gerente pronunciou pela primeira vez o nome corretamente: Priti. O encontro simples teve efeito imediato, reforçando o respeito à pronúnia que a jovem já carregava na família.
Durante anos, Priti enfrentou dificuldades para apresentar seu nome. Na Inglaterra e nos EUA, o registro escolar, as chamadas em sala e até pedidos de café viraram motivo de constrangimento. O nome foi visto como fonte de vergonha e bullying.
Na prática, a visita a Mumbai tornou-se marco. No primeiro dia de trabalho, o chefe abriu a recepção com uma pronúncia precisa, diferente de tudo que a funcionária já tinha ouvido. A partir daí, a sonoridade de Priti ganhou naturalidade no dia a dia.
Reconstrução da identidade
A partir dessa experiência, Priti passou a lembrar do próprio nome como parte de sua identidade. Em Mumbai, passou a se apresentar sem hesitar e a valorizar a pronúncia correta de outras pessoas. O episódio foi referência de autoconfiança.
De volta aos Estados Unidos, a confiança adquirida em Mumbai permaneceu. O aprendizado levou-a a reconhecer a importância de ouvir e respeitar os nomes alheios, promovendo uma comunicação mais simples e direta.
O relato mostra como um detalhe linguístico pode influenciar a autoestima e a maneira de se relacionar. A experiência indica que o reconhecimento do nome próprio pode favorecer a dignidade e a aceitação cultural.
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