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Tribunal de apelação não pode determinar qual gêmeo idêntico é pai da criança

Justiça de apelação não consegue definir qual dos gêmeos idênticos é o pai; DNA não distingue, mantendo incerteza sobre responsabilidade parental

The court of appeal judge Sir Andrew McFarlane said the twin who had been on the birth register will have parental responsibility removed until the court hears further arguments.
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  • Corte de apelação decide que não é possível determinar qual dos gêmeos idênticos é o pai de P, já que a mãe teve relação com ambos dentro de quatro dias.
  • O gêmeo registrado como pai na certidão de nascimento pode perder a guarda parental até que novos argumentos sejam analisados.
  • Embora o teste de DNA mostre que qualquer um dos gêmeos pode ser o pai, não é possível distingui-los tecnicamente, restando 50% de chance para cada um.
  • A identidade de criança, dos gêmeos e da mãe foi protegida pela corte.
  • A decisão, proferida neste mês, aponta que a ambiguidade sobre a paternidade não é do interesse de P e caberá a uma instância inferior decidir quem, se houver, receberá a responsabilidade parental.

O Tribunal de Apelação afirmou que não pode determinar qual dos gêmeos idênticos é o pai de uma criança, após a mãe ter relações com ambos dentro de quatro dias. A decisão impede que um dos gêmeos assuma a responsabilidade parental com base em quem está registrado no certificado de nascimento.

A corte explicou que, embora a DNA tenha mostrado que qualquer um dos gêmeos poderia ser o pai, não é possível distinguir entre eles para confirmar a paternidade. Por isso, o gêmeo já registrado no certidão de nascimento perde, temporariamente, a responsabilidade parental até que novas argumentações sejam analisadas.

Identidades da criança, dos gêmeos e da mãe permaneceram protegidas pela corte. O tribunal destacou que, no momento, a verdade sobre a paternidade é binária, mas não é possível apontar com certeza qual dos irmãos é o pai.

A decisão aponta que a probabilidade de, no futuro, a ciência identificar com clareza um pai e excluir o outro é alta, porém envolve custos significativos. A corte orientou que caberá a uma instância inferior decidir se ambos, apenas um ou nenhum dos gêmeos possuirá responsabilidade parental.

Segundo o acórdão, apresentado no mês, a pessoa registrada como pai no nascimento não terá a responsabilidade parental até nova deliberação judicial. A análise de mérito ainda depende de novas informações e argumentos legais.

Novo enquadramento

O tribunal ressaltou que a ambiguidade não é vantajosa para o bem-estar da criança e que decisões futuras devem buscar uma solução estável para a parentalidade, evitando descrições adicionais sobre a situação.

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