Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Família na Inglaterra e Gales não atende mulheres e crianças, diz ministro

Ministério anuncia reforma dos tribunais de família da Inglaterra e do País de Gales: modelo centrado na criança reduz atrasos e acelera decisões

Alison Levitt says changes will ‘rebalance’ a system she believes has long failed to treat women fairly.
0:00
Carregando...
0:00
  • O governo de Inglaterra e País de Gales anunciou uma reforma ampla no sistema de Justiça Familiar, substituindo disputas adversariais por um modelo de resolução de problemas centrado na criança.
  • O novo modelo, já utilizado em casos de arranjos familiares (seção oito), prioriza o bem-estar infantil, resolução fora de tribunal e redução de atrasos.
  • O piloto de tribunais centrados na criança, iniciado em 2022 em Dorset e no norte de Wales, será expandido para 13 novas áreas, com o restante a seguir até o fim deste parlamento.
  • A intenção é tratar questões de violência doméstica e alegações de abuso de forma mais rápida, com avaliações de impacto na criança definidas no início do processo.
  • Autoridades destacam quedas no backlog e nos tempos de tramitação: por exemplo, em Birmingham, o tempo médio caiu de 53 dias (agosto de 2023) para 23 dias (agosto de 2025), com a carga de casos abertos reduzida.

A Inglaterra e o País de Gales vão reformar o sistema de tribunais de família. A ministra Alison Levitt afirmou que, por décadas, as cortes tratam mulheres e crianças de forma inadequada, e anunciou mudanças para tornar o modelo mais centrado na criança e na resolução de problemas. A mudança faz parte de uma ação do Ministério da Justiça para reduzir a fila de processos.

O novo modelo prevê que as decisões passem a privilegiar a solução de conflitos fora do litígio adversarial, com foco no bem-estar da criança. Além disso, a estratégia estabelece que os casos de seções 8, que tratam de arranjos familiares, passem a seguir esse formato, buscando intervenções precoces para diminuir atrasos.

As medidas incluem a expansão de tribunais com foco na criança, já testadas em Dorset e no norte do País de Gales desde 2022, para outras 13 áreas, com previsão de cobrir todas as regiões até o fim deste parlamento. Os pilotos ampliam a participação de Cafcass, autoridades locais e especialistas em violência doméstica no início do processo.

A Secretaria de Justiça citou melhorias observadas nos pilotos: redução no tempo médio de tramitação de casos e queda no acúmulo de processos. Em Birmingham, por exemplo, o tempo médio caiu de 53 para 23 dias entre 2023 e 2025, e a carga de casos abertos diminuiu significativamente.

A mudança de foco também envolve a criação de relatórios de impacto na criança desde o início do processo, para orientar as decisões judiciais com base no impacto do conflito na vida da criança. O objetivo é reduzir o número de audiências e acelerar soluções.

Especialistas destacam que a reforma pretende tornar o sistema menos propenso a traumatizar vítimas de abuso e a oferecer respostas mais rápidas às necessidades das crianças. A expansão dos tribunais com foco na criança é vista como parte de uma reavaliação ampla do ensino, proteção e justiça no âmbito familiar.

A secretaria enfatiza que a reforma inclui medidas de proteção, como a retirada de responsabilidade parental em casos de crimes sexuais graves cometidos contra crianças ou quando a criança nasce de estupro, reforçando salvaguardas para as vítimas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais