- A mãe, que não via os filhos há quase seis anos, teve as decisões tomadas com base em evidências de uma psicóloga não regulamentada anuladas pela justiça inglesa.
- Em 2019, o tribunal afastou a mãe e deu a guarda ao pai, com os filhos, na época com nove e 12 anos, removidos de casa.
- Na audiência de 29 de janeiro, ficou decidido que as conclusões da psicóloga Melanie Gill não deveriam sustentar as ordens originais.
- O irmão mais velho, Dylan, que tinha 15 anos, voltou a morar com a mãe e foi ouvido no tribunal, enquanto a família busca um caminho que possa evitar que casos semelhantes ocorram.
- A defesa apontou falhas e oportunidades perdidas por profissionais envolvidos, e orientações de dezembro de 2024 recomendam não usar especialistas não regulamentados em casos de alienação parental.
Um caso de família na Inglaterra teve desfecho depois que o tribunal superior afastou as conclusões baseadas em uma avaliação de uma psicóloga não regulada. A mãe, afastada dos filhos em 2019, não os viu por quase seis anos e agora foi reunida ao filho mais novo.
A avaliação feita por Melanie Gill foi considerada responsável por decisões extraordinárias que romperam vínculos familiares. O juiz de primeira instância seguiu as recomendações da psicóloga, que sugeriu manipulação dos filhos pelo pai e recomendou impedimento de contato.
Em dezembro de 2019, a corte mandou a remoção das crianças da mãe e concedeu a guarda exclusiva ao pai. Elas tinham 9 e 12 anos na época. Erin não manteve contato até o ano passado.
Reviravolta e contexto
No mês passado, o magistrado mais graduado da família na Inglaterra decidiu anular as conclusões originais baseadas no parecer de Gill, que afirma atuar como perita em até 200 casos. É a segunda vez em seis meses que esse tipo de decisão ocorre no High Court.
Durante a audiência de 29 de janeiro, ficou criticada a influência de Gill sobre o desfecho do processo e o impacto na vida das crianças, que teriam ficado sem parte de sua identidade e apoio familiar. A família afirmou que erros profissionais contribuíram para a situação.
O caso ganhou atenção após o jovem Dylan, então com 15 anos, buscar um novo advogado e retornar à casa da mãe após passar por um período em foster care. Ele participou da sessão judicial para a análise do caso.
Perspectivas legais e regulatórias
A defesa da mãe destacou informações novas, incluindo diretrizes de dezembro de 2024 que recomendam não usar peritos para avaliar o que se chama de alienação parental e asseguram que avaliadores devem ser regulados. Gill mantém que tem qualificação para atuar como testemunha especializada.
O governo atua com a comissão responsável pela regulação das cortes de família para propor a proibição de peritos não regulados, após consulta pública no ano passado. O objetivo é evitar a dependência de profissionais sem supervisão adequada.
Entre na conversa da comunidade