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Aquário de Roma enfrenta risco de falência antes da inauguração com investimento de € 100 milhões

Aquário de Roma enfrenta crise financeira e pode adiar inauguração, prevista para 2023, devido a falta de investimentos e disputas legais.

Projeto construído para abrir neste ano ainda precisa de 20 milhões de euros para equilibrar contas e concluir obras, mas enfrenta disputas financeiras e impasses legais (Foto: Reprodução)
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  • O Aquário de Roma, em construção desde os anos 2000, enfrenta uma crise financeira que pode adiar sua inauguração, prevista para 2023.
  • O projeto já consumiu mais de 100 milhões de euros e necessita de pelo menos 20 milhões de euros adicionais para ser concluído.
  • Os bancos Intesa Sanpaolo e UniCredit reduziram em 95% os empréstimos à operadora Mare Nostrum Romae, e as negociações com investidores estão paralisadas.
  • A empresa busca um novo parceiro operacional, enquanto enfrenta uma disputa legal com a autoridade local sobre indenizações por atrasos.
  • A possibilidade de abertura em 2025 é considerada difícil, mesmo com um novo parceiro, refletindo os desafios de grandes projetos na Itália.

O Aquário de Roma, idealizado no início dos anos 2000, enfrenta uma crise financeira que pode comprometer sua inauguração, prevista para 2023. O projeto, que visa atrair turistas e peregrinos à capital italiana, está em construção há quase duas décadas e já consumiu mais de 100 milhões de euros. Para concluir as obras, são necessários pelo menos 20 milhões de euros adicionais.

Os bancos Intesa Sanpaolo e UniCredit reduziram em 95% seus empréstimos ao operador do aquário, a Mare Nostrum Romae, em uma reestruturação anterior. As negociações com investidores, incluindo a Zetland Capital, estão estagnadas, aumentando as incertezas sobre o futuro do projeto. A situação é agravada por uma disputa legal com a autoridade local, que exige indenização pelos atrasos.

Desafios Financeiros

A Mare Nostrum tenta abrir o aquário para coincidir com o Jubileu Católico, que deve atrair 30 milhões de visitantes a Roma. No entanto, a possibilidade de inauguração neste ano é cada vez mais remota. A empresa busca um novo parceiro operacional, como a Costa Edutainment, que opera o maior aquário da Itália, em Gênova. A Merlin Entertainments, outra potencial parceira, já se afastou do projeto.

A EUR, empresa controlada pelo governo italiano que administra o desenvolvimento da área, indicou que uma prorrogação do contrato da Mare Nostrum até 2048 poderia ser concedida, mas com condições que exigem a associação com empresas mais experientes. O impasse nas negociações e a luta por financiamento refletem a complexidade de projetos de grande escala na Itália, onde os processos legais ainda são lentos.

Perspectivas Futuras

Embora a Mare Nostrum tenha mencionado “perspectivas positivas” em relação ao acordo legal com a EUR, a situação permanece incerta. A possibilidade de abertura em 2025 é considerada difícil, mesmo com um novo parceiro. O projeto do aquário, que deveria ser um marco para Roma, se transformou em um exemplo dos desafios enfrentados por grandes empreendimentos na atualidade.

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