- O mercado de arte francês enfrenta desafios, com 85% das galerias pessimistas sobre a economia do setor.
- Uma pesquisa da Iddem e do Comitê Profissional de Galerias de Arte (CPGA) aponta uma queda de 12% no mercado global e de 6% no faturamento das galerias na França em 2024.
- O presidente do CPGA, Philippe Charpentier, afirma que o mercado voltou a níveis de 2010, resultando em uma década de crescimento perdida.
- Vinte por cento dos galeristas relataram queda superior a 20% nas vendas, e há dificuldades em atrair colecionadores jovens.
- Várias galerias de médio porte fecharam, e Charpentier alerta para a falta de novos players, o que pode comprometer a diversidade do setor.
Os mercados de arte franceses enfrentam um cenário desafiador, com 85% das galerias expressando pessimismo sobre a economia do setor. Uma pesquisa realizada pela Iddem, em parceria com o Comitê Profissional de Galerias de Arte (CPGA), revelou que a queda de 12% no mercado global de arte e uma redução de 6% no faturamento das galerias na França em 2024 são preocupantes.
O presidente do CPGA, Philippe Charpentier, destacou que o mercado voltou a níveis de 2010, resultando em uma década de crescimento perdida. Além disso, 20% dos galeristas relataram uma queda superior a 20% nas vendas. A dificuldade em atrair colecionadores jovens é um fator crítico, com a França não conseguindo competir com mercados asiáticos, onde os compradores têm em média 30 anos.
Desafios do Setor
A pressão do calendário de feiras de arte e a desaceleração do mercado global têm impactado galerias em todo o mundo. Várias galerias de médio porte, como Blum e Venus Over Manhattan, fecharam suas portas, citando a dificuldade de seguir modelos tradicionais. Tim Blum, da galeria Blum, afirmou que o sistema atual não está funcionando e que é necessário um modelo mais flexível.
Apesar da expansão da Art Basel para Paris, que trouxe visibilidade à cidade, 12% das galerias francesas relataram dificuldades significativas nos últimos 18 meses. Charpentier alertou que a falta de novos players no mercado pode levar à atrofia do setor, comprometendo a diversidade e a capacidade de promover artistas franceses internacionalmente.
A situação atual exige uma reflexão sobre as prioridades do mercado de arte na França, que parece estar se distanciando da experiência do colecionismo em favor de novas dinâmicas.
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