A jornalista Txell Feixas lançou seu livro “Aliadas”, que fala sobre a revolução feminista em Shatila, um campo de refugiados no Líbano. O livro, que já foi publicado em catalão, conta a história da criação do primeiro time de basquete feminino infantil na região, em 2012. Feixas, que tem experiência na cobertura do Oriente Próximo, destaca como o casamento infantil é um problema sério no Líbano, onde a idade mínima para se casar varia entre as diferentes comunidades religiosas. Ela explica que muitos pais acreditam que estão fazendo o melhor para suas filhas ao permitir esses casamentos, mas isso muitas vezes resulta em mais violência. O livro também aborda como o time de basquete ajuda a unir meninas de diferentes origens e a criar laços entre elas, desafiando a discriminação que enfrentam. Feixas ressalta que, apesar das dificuldades, há um movimento feminista ativo na região, que continua a lutar por mudanças, mesmo em tempos de crise.
A jornalista Txell Feixas lançou seu livro “Aliadas”, que explora a revolução feminista em Shatila, Líbano, por meio da criação de um time de basquete feminino infantil. A obra, publicada em espanhol em 2025 e em catalão em 2023, destaca o impacto do casamento infantil na região.
Feixas, reconhecida por sua cobertura do Oriente Próximo e premiada pelo seu trabalho em questões de gênero, narra a história de Majdi, um pai que enfrenta desafios para proteger sua filha do casamento infantil. Em entrevista, a autora afirmou que a transformação da ação de Majdi em uma revolução feminista a fascinou ao longo de uma década.
O casamento infantil é um problema sério no Líbano, onde dezoito comunidades religiosas estabelecem idades mínimas diferentes para o matrimônio. A mais baixa é de nove anos para a comunidade chiita. Feixas conversou com pais para entender suas motivações, revelando que muitos acreditam estar agindo pelo bem de suas filhas.
Impacto da Revolução Feminista
O projeto do time de basquete não apenas oferece uma saída para as meninas, mas também promove a interação entre diferentes realidades. Meninas libanesas agora jogam em Shatila, criando laços com refugiadas sírias e palestinas. Essa interação é vista como uma forma poderosa de resistência e solidariedade.
Feixas também aborda a questão do véu, destacando que muitas mulheres que o usam participam ativamente da conscientização feminista. A autora enfatiza que a realidade em Shatila é complexa e não deve ser reduzida a estereótipos. A obra busca homenagear a parte luminosa de Shatila, que também existe, apesar das adversidades.
A jornalista observa que, embora o movimento feminista tenha enfrentado retrocessos devido a crises na região, ele não está extinto. A luta continua, muitas vezes de forma clandestina, e a esperança de mudanças permanece viva.
Entre na conversa da comunidade