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Necromaquiagem transforma a despedida e traz serenidade ao rosto dos falecidos

Necromaquiagem transforma a despedida de entes queridos, suavizando traços e oferecendo conforto às famílias em luto. Conheça a profissão.

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Mariella Helena Viana é necromaquiadora em Hortolândia (SP) e trabalha em funerárias, onde prepara os corpos para o velório. Seu trabalho envolve suavizar a aparência dos falecidos, ajudando as famílias a se despedirem de forma mais tranquila. Ela explica que a necromaquiagem não é para embelezar, mas para trazer uma expressão mais natural e serena, usando produtos comuns de maquiagem. O processo pode levar de 20 minutos a várias horas, dependendo das condições do corpo. Mariella também enfrenta preconceitos, pois muitas pessoas acham estranha a profissão e fazem piadas sobre isso. Ela começou na área administrativa de uma funerária e, ao perceber o impacto do seu trabalho nas famílias, decidiu se especializar. O salário médio é de R$ 2,2 mil, e a profissão exige sensibilidade e controle emocional para lidar com o luto.

A Profissão de Necromaquiador

No Dia do Trabalhador, celebrado em primeiro de maio, a necromaquiagem ganha destaque através da experiência de Mariella Helena Viana, necromaquiadora de Hortolândia (SP). Essa prática visa suavizar a aparência dos falecidos, proporcionando uma despedida mais serena para as famílias.

Mariella explica que a necromaquiagem não é um embelezamento, mas sim uma forma de devolver ao rosto do falecido uma expressão de serenidade. O processo inclui a escolha de flores e vestimentas, além da maquiagem, que leva entre 20 e 30 minutos. Em casos mais delicados, o tempo pode se estender de duas a quatro horas.

A profissional destaca que muitas famílias resistem ao serviço, alegando que o ente querido “não usava maquiagem”. Contudo, ela enfatiza que o objetivo é trazer uma aparência mais natural e leve, próxima do que a pessoa era em vida. Para isso, Mariella costuma solicitar uma foto do falecido para reproduzir traços marcantes.

Desafios da Profissão

Trabalhar com corpos requer sensibilidade e controle emocional. Mariella afirma que é essencial acolher as famílias sem absorver sua dor. “Quando a gente sai daqui, a vida continua lá fora”, diz. Ela também menciona que o manuseio de corpos pode envolver situações inesperadas, como espasmos involuntários.

O preconceito é um dos maiores desafios enfrentados por Mariella. Ela relata que frequentemente escuta piadas ou comentários como “Deus me livre” sobre a profissão. Apesar de não ter planejado seguir essa carreira, a admiração pelo impacto que seu trabalho causa nas famílias a motivou a mudar de área.

Formação e Remuneração

Para se tornar necromaquiador, é possível receber capacitação em funerárias ou por meio de cursos profissionalizantes. O salário-base na área é de R$ 2,2 mil. Mariella começou na parte administrativa de uma funerária e, ao observar a importância da preparação dos corpos, decidiu se especializar na necromaquiagem.

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