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Mary Del Priore revela a evolução da velhice no Brasil em nova obra instigante

Mary Del Priore lança "Uma História da Velhice no Brasil", revelando a evolução da percepção sobre os idosos e sugerindo leituras sobre o tema.

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A historiadora Mary Del Priore lançou o livro “Uma História da Velhice no Brasil”, que analisa como a sociedade brasileira tem tratado os idosos desde o período colonial até hoje. A obra mostra que, antes, os idosos eram ignorados, mas agora são vistos como consumidores importantes. A pesquisa foi desafiadora devido à falta de dados históricos sobre a velhice nos séculos 16 e 17, mas a partir do século 20, com mais idosos participando da sociedade, as informações se tornaram mais disponíveis. Durante a apresentação do livro, Mary Del Priore também recomendou outras obras que falam sobre o envelhecimento, como “O Fim das Casas-grandes”, de Evaldo Cabral de Mello, que discute a figura do patriarca, e livros de Clarice Lispector, Silviano Santiago e Chico Buarque, que abordam temas como solidão e decadência na velhice. Ela também mencionou um livro de Francisco Azevedo que retrata um homem de 88 anos vivendo uma velhice tranquila, cercado pelo amor da família.

Historiadora lança livro sobre a evolução do olhar sobre a velhice no Brasil

A historiadora Mary Del Priore lança o livro “Uma História da Velhice no Brasil”, que investiga a relação da sociedade brasileira com os idosos desde o período colonial até os dias atuais. A obra detalha a mudança no tratamento dado aos mais velhos, que passaram do descaso ao protagonismo como consumidores. A pesquisa enfrentou dificuldades devido à escassez de dados históricos sobre o tema.

Falta de registros dificultou pesquisa sobre a velhice no passado

Mary Del Priore destaca a carência de informações sobre a velhice nos séculos 16 e 17, período em que o tema era pouco discutido. “A partir do século 20, não faltam informações, pois velhos começaram a sair de casa”, explica a historiadora. Com a maior participação dos idosos na sociedade, a documentação sobre o envelhecimento se tornou mais abundante.

Idosos ganham importância econômica como consumidores

A historiadora ressalta que a percepção sobre os idosos mudou significativamente. Atualmente, eles são reconhecidos como agentes econômicos importantes. “Ele [o velho] ganhou importância ao se transformar em consumidor”, afirma Mary Del Priore, evidenciando a nova relevância da população idosa no mercado.

Livros indicados pela historiadora abordam o envelhecimento

Durante a apresentação do livro, Mary Del Priore recomendou outras obras que exploram o tema do envelhecimento. Entre elas, “O Fim das Casas-grandes”, de Evaldo Cabral de Mello, que analisa o fim da figura do patriarca. A historiadora também citou Clarice Lispector, que retrata a percepção da mulher que envelhece.

Obras de Silviano Santiago e Chico Buarque exploram a solidão na velhice

Mary Del Priore indicou ainda os livros “Herança”, de Silviano Santiago, e “Leite Derramado”, de Chico Buarque, que abordam a solidão e a decadência social enfrentadas por idosos. Segundo a historiadora, as obras dissecam o fim da vida de velhos que enfrentam a morte de forma solitária.

Livro de Francisco Azevedo retrata a velhice tranquila

A historiadora também recomendou a obra de Francisco Azevedo, que retrata um homem de 88 anos vivendo uma velhice tranquila, cercado pelo amor da família. A historiadora destaca que a obra apresenta a “velha e boa receita da velhice tranquila”.

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