O edifício Acaiaca, em Belo Horizonte, é um arranha-céu construído entre 1943 e 1947 que possui um bunker antiaéreo, uma exigência do governo de Getúlio Vargas durante a Segunda Guerra Mundial. Desde janeiro, esse bunker é o único do Brasil aberto para visitação, oferecendo uma experiência guiada que dura cerca de meia hora. Durante a visita, os participantes conhecem detalhes sobre a construção e o uso do espaço, que foi projetado para abrigar pessoas em caso de ataque aéreo. O bunker tem características curiosas, como um sistema de ventilação pequeno e a falta de sirenes em todos os andares, já que a construção foi feita em um período em que o medo de ataques havia diminuído. Os visitantes podem ver duas das quatro células originais e um cartaz que lista itens que deveriam ser levados ao abrigo, como dinheiro e joias, indicando que o espaço não era destinado ao público em geral. Após a visita ao bunker, é possível ir ao mirante do edifício, que agora funciona como um bar com música ao vivo e oferece uma bela vista da cidade. Os ingressos variam de R$ 35 a R$ 60 e podem ser comprados pela plataforma Sympla.
O edifício Acaiaca, em Belo Horizonte, abriga o único bunker antiaéreo do Brasil aberto à visitação desde janeiro de 2023. Construído entre 1943 e 1947, o espaço foi uma exigência do governo de Getúlio Vargas durante a Segunda Guerra Mundial.
O bunker, uma medida de segurança contra possíveis ataques aéreos, foi projetado pelo arquiteto Luiz Pinto Coelho. Um decreto de 1942 obrigou a construção de abrigos antibombas em novos prédios, mas a norma foi revogada em 1945, após o fim do conflito. O espaço apresenta falhas de projeto, como um sistema de ventilação inadequado.
Os visitantes podem adquirir ingressos pela plataforma Sympla. A visita guiada, que dura cerca de meia hora, começa com a ativação de uma sirene, que não é disparada em volume máximo para não alarmar os funcionários do prédio. O guia menciona que muitos trabalhadores desconhecem a existência do bunker.
Estrutura do Bunker
Os visitantes passam por uma antecâmara de descontaminação antes de acessar o bunker. Embora algumas características originais tenham sido preservadas, como o piso de cerâmica e as portas de aço, a decoração é escassa. Um cartaz no interior sugere itens a serem levados ao abrigo, como dinheiro e joias, indicando que o espaço não era destinado ao público em geral.
O bunker possui quatro células, das quais duas estão abertas ao público. A capacidade total era de 306 pessoas, com a célula D comportando até 88 indivíduos. O abrigo foi projetado para ser um refúgio temporário, com uma saída que leva à rua Tamoios.
Atrações Adicionais
Além do bunker, os visitantes podem explorar uma área expositiva com intervenções artísticas de artistas mineiros. Após a experiência claustrofóbica do bunker, é possível relaxar no mirante do Acaiaca, que foi transformado em bar, oferecendo música ao vivo e uma vista panorâmica da cidade.
O edifício Acaiaca está localizado na Avenida Afonso Pena, 867, no centro de Belo Horizonte. As visitas ocorrem de quinta a domingo, das 16h30 às 20h, com ingressos variando de R$ 35,00 a R$ 60,00.
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