Pesquisas recentes em psicologia social mostram novas maneiras de medir a impulsividade de compra e as motivações por trás dela. Um estudo da PUC-Rio, com 1.296 participantes, encontrou que a compra por impulso está ligada a fatores como hedonismo e influência social. Outra pesquisa, com 429 adultos, revelou que a busca por prazer é um forte motivador para compras impulsivas. Durante a pandemia de COVID-19, um estudo com 1.897 brasileiros identificou que a ansiedade e o estresse levaram a compras excessivas, enquanto o “revenge buying” surgiu como uma forma de compensar a falta de consumo. Além disso, um artigo sugere que comprar experiências traz mais felicidade do que comprar coisas materiais. Os pesquisadores planejam estudar o impacto da crise climática e das interações digitais no comportamento de compra em 2025, buscando participantes de diferentes perfis.
Pesquisas recentes em psicologia social e comportamento do consumidor revelam novas escalas para medir a impulsividade de compra e as motivações hedônicas. Esses estudos, realizados no Laboratório de Pesquisas em Psicologia Social da PUC-Rio, buscam entender como fatores emocionais e sociais influenciam as decisões de compra.
Um dos estudos desenvolveu uma escala para medir a impulsividade de compra, validada com dados de 1.296 participantes. Os resultados mostraram correlações positivas entre a compra por impulso e características como hedonismo e influência social normativa. Além disso, a pesquisa identificou diferenças entre consumidores que fazem listas de compras e aqueles que preferem ir às compras acompanhados.
Outra escala validada mede as motivações hedônicas, que incluem a busca por aventura, gratificação, cumprimento de papéis sociais e satisfação com preços. O estudo, que envolveu 429 adultos, indicou que a autogratificação é um forte motivador para compras impulsivas, superando a influência da personalidade.
Compras Durante a Pandemia
Durante a pandemia de COVID-19, um fenômeno de compras motivadas por pânico foi observado. Um estudo com 1.897 brasileiros revelou que fatores como ansiedade e estresse levaram a compras excessivas, enquanto o “revenge buying” emergiu como uma forma de compensação por períodos de privação.
Essas pesquisas destacam que nem todas as compras impulsivas são prejudiciais. Um artigo na revista *Nature Reviews Psychology* sugere que compras de experiências tendem a gerar mais bem-estar do que aquisições materiais. A percepção subjetiva da compra é frequentemente mais relevante que o valor gasto.
Os pesquisadores planejam expandir suas investigações, incluindo um estudo sobre consumo ambiental em 2025. O objetivo é entender como a crise climática e as interações digitais afetam o comportamento de compra, buscando participantes de diferentes perfis demográficos.
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