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Mulheres desbravam o mar na Patagonia e desafiam o machismo na pesca artesanal

Mulheres desafiam estereótipos na pesca no Golfo San Jorge, destacando-se como mergulhadoras e chefes, enquanto enfrentam machismo e desafios diários.

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Mulheres estão se destacando na pesca no Golfo San Jorge, na Argentina. Jazmín e Anahí Defrancesco são mergulhadoras que trabalham na coleta de mariscos em Playa Larralde, usando unhas esculpidas para proteger as mãos. A participação feminina na pesca está crescendo, mas ainda é baixa, com apenas 24% das mulheres no setor globalmente e apenas 2% na pesca marítima. Apesar disso, elas têm se mostrado mais ativas na coleta de mariscos, onde trabalham junto com os homens.

Paola Signorelli, que aprendeu a capturar polvos com sua mãe, e Carola Puracchio, uma chef que usa algas em seu restaurante, também são exemplos de mulheres que estão mudando o cenário da pesca. Muitas mulheres, como Mariana Fernández, trabalham em fábricas de processamento de peixe, onde desempenham papéis importantes. Elas enfrentam desafios, como longas jornadas de trabalho e a responsabilidade de cuidar da família enquanto os parceiros estão no mar. Apesar das dificuldades, valorizam a independência financeira que o trabalho na pesca proporciona e criam laços de solidariedade entre si.

Mulheres estão desafiando normas de gênero na pesca no Golfo San Jorge, na Argentina. Jazmín e Anahí Defrancesco se destacam como mergulhadoras, enquanto Paola Signorelli e Carola Puracchio se sobressaem na captura de polvos e na gastronomia com algas. Jazmín, de trinta anos, utiliza unhas esculpidas para proteger as mãos durante a coleta de mariscos, uma atividade que realiza diariamente em Playa Larralde, na província de Chubut.

A presença feminina na pesca é crescente, embora ainda represente apenas 24% da mão de obra global no setor, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). No entanto, na atividade marítima, essa participação cai para apenas 2%. Em contraste, as mulheres têm se mostrado mais ativas na coleta de mariscos, onde trabalham lado a lado com os homens. Paula Ibarrola, pesquisadora da região, destaca que as mulheres sempre estiveram presentes, mas agora também se aventuram no mar.

Paola Signorelli, de quarenta e dois anos, aprendeu a capturar polvos com sua mãe, que a ensinou as técnicas necessárias. Em Camarones, Carola Puracchio, chef de cozinha, utiliza algas em seu projeto gastronômico, A-MAR, ressaltando os benefícios nutricionais desses alimentos. A presença feminina se estende também às plantas processadoras de pescado, onde muitas mulheres, como Mariana Fernández, de quarenta e cinco anos, desempenham papéis essenciais na classificação de produtos.

As mulheres enfrentam desafios, como a longa jornada de trabalho e a responsabilidade pelos cuidados familiares enquanto seus parceiros estão no mar. Lorena Rossi, psicóloga, observa que muitas mulheres lidam com a solidão e a ansiedade decorrentes da ausência dos companheiros. Apesar das dificuldades, elas valorizam a independência econômica que o setor pesqueiro proporciona, criando laços de solidariedade entre as trabalhadoras.

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