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Rãs-douradas panamenhas criadas em cativeiro são soltas na natureza

Projeto Panama Amphibian Rescue and Conservation Project (PARC) libera cem sapos-dourados panamenses criados em cativeiro para estudo de rewilding; 70% morreram por quitridiomicose

Panamanian golden frogs in captivity in 2006. Image by Rhett Ayers Butler/Mongabay.
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  • Desde 2009 não se registra uma rã-coroada panamenha no ambiente selvagem, causada pela doença fúngica chytridiomycosis que atingiu El Valle de Anton.
  • O projeto Panama Amphibian Rescue and Conservation Project (PARC) criou criadouros para proteger Atelopus zeteki e outras espécies em risco.
  • Em 2025, pesquisadores releasing 100 rãs-coroadas em viveiros de liberaçao suave (mesocosms) para estudar a transição para a natureza.
  • Após 12 semanas, cerca de 70% morreram de chytridiomycosis; dados sobre as mortes ajudarão a entender a dinâmica da doença e a recuperação de toxinas cutâneas.
  • O restante foi liberado, com bases para futuras solturas em locais climáticos favoráveis, além de monitoramento de outras espécies em projetos de pesquisa da Smithsonian.

Desde 2009, a liberação de rãs-ouro panamenhas no meio selvagem não ocorreu. A doença causada por fungo, a quitridiomicoses, fez sumir as espécies, inclusive em El Valle de Antón, último reduto híbrido.

Comissão liderada pela Panama Amphibian Rescue and Conservation Project (PARC), em parceria com a Smithsonian, investiga a recuperação de Atelopus zeteki e de outros anfíbios ameaçados. Roberto Ibáñez, diretor da PARC, descreve a nova fase como estudo da reintrodução.

A iniciativa envolve laboratórios de criação em cativeiro que, após sucesso reprodutivo, iniciaram as liberações para entender a transição para o ambiente natural. O projeto envolve também a Smithsonian Institution e pesquisa apoiada por institutos de conservação.

Detalhes da liberação e resultados iniciais

Foram soltos 100 sapos-ouro em mesocosmos de liberação suave, onde permaneceram 12 semanas. Cerca de 70% morreu devido à quitridiomose, fornecendo dados sobre dinâmica da doença e alimentação externa. Os restante foram liberados ao fim do período.

Dados coletados devem orientar estratégias de conservação, incluindo a identificação de locais com refúgios climáticos que favoreçam os anfíbios, mas dificultem o fungo. Observações indicam possível recuperação de toxinas na pele ao se alimentarem no ambiente selvagem.

Além dos sapos-ouro, outras espécies recebidas no âmbito da Iniciativa de Pesquisa sobre Anfíbios Tropicais da Smithsonian também foram liberadas em 2025. Entre elas, sapos-arborícolas coroados, sapos-pratt prat e sapos-lêmur, com sobrevivência monitorada por acústica passiva.

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