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Nasa fará missão inédita para rebocar telescópio espacial em risco de queda

National Aeronautics and Space Administration (NASA) mobiliza robô para rebocar o Observatório Swift e reverter a queda, evitando reentrada prevista para 2026

Satélite dourado com painéis solares retangulares cinzas estendidos, flutuando no espaço escuro com estrelas e nebulosas avermelhadas
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  • O Observatório Neil Gehrels Swift, lançado em 2004, está perdendo altitude e pode entrar na atmosfera se não for resgatado.
  • Originalmente em cerca de 600 quilômetros de altitude, o Swift está hoje em aproximadamente 370 quilômetros, com risco de queda já em 2026.
  • A Nasa contratou a empresa Katalyst Space Technologies para enviar um “rebocador” robótico capaz de capturá-lo com braços mecânicos e empurrá-lo para uma órbita mais alta.
  • A missão, ainda sem tripulação, envolve desafios como acoplar uma estrutura não projetada para docking ao telescope e operar tudo remotamente.
  • Se bem-sucedida, a operação pode abrir caminho para reparos robóticos de satélites no futuro, evitando a destruição de equipamentos espaciais valorizados.

A Nasa executará uma missão de resgate para o telescópio Swift, lançado em 2004. O objetivo é evitar que o observatório caia da órbita e se desintegre na reentrada, mantendo a capacidade de estudar explosões de raios gama.

O Swift perdeu altitude mais rápido do que o previsto, devido à maior atividade solar recente. A órbita inicial era de cerca de 600 km; hoje fica em torno de 370 km. Sem intervenção, a queda continuará.

Para evitar a perda, a Nasa contratou a empresa Katalyst Space Technologies, que desenvolverá um “rebocador” robótico com braços mecânicos. A missão foi batizada com o nome do projeto LINK.

A espaçonave robótica deverá alcançar o Swift em várias semanas. Ao chegar, buscará acoplamento seguro, usando seus braços para capturar o telescópio e acionar motores para empurrá-lo a uma órbita mais alta, na região original.

Essa operação é inédita, pois o Swift não foi desenhado para receber acoplamento externo. A tarefa exige precisão para não danificar os instrumentos científicos do observatório.

Se bem-sucedida, a missão pode abrir caminho para futuras reparações robóticas de satélites antigos. Especialistas veem potencial para manter ativos equipamentos com falhas, em vez de abandoná-los.

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