- O Telescópio Espacial Roman, avaliado em US$ 4 bilhões, deixa o Goddard Space Flight Center, em Maryland, rumo ao Kennedy Space Center, na Flórida, para as preparações finais de lançamento em setembro.
- O lançamento ocorrerá a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX, com o Roman transportado pela balsa Pegasus e o plano de lançamento no Complexo de Lançamento 39A.
- O observatório tem espelho de 2,4 metros e campo de visão cerca de 100 vezes maior que o do Hubble, permitindo imagens panorâmicas e pesquisas sobre energia escura e exoplanetas.
- A missão deve identificar cerca de 100 mil novos mundos, usando técnicas de trânsito e microlente gravitacional para encontrar planetas diversos.
- O Roman é a evolução do Wide Field Infrared Survey Telescope (WFIRST), rebatizado em 2020, e complementa dados de Gaia para mapear a Via Láctea.
O Telescópio Espacial Roman, avaliado em US$ 4 bilhões, avança rumo à Flórida para o lançamento. A NASA informou que ele deixará o Goddard Space Flight Center em Maryland e seguirá para o Kennedy Space Center, na Flórida, onde passará pelas etapas finais de preparação. O lançamento está previsto para setembro, a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX.
O Roman, considerado o substituto do Hubble, combina um espelho de 2,4 metros com um campo de visão cerca de 100 vezes maior. A missão visa gerar imagens panorâmicas do universo e explorar energia escura, evolução cósmica e a busca por exoplanetas. Com isso, pretende mapear áreas extensas do céu e revelar objetos até então invisíveis.
A expectativa é que o Roman identifique cerca de 100 mil novos mundos, superando amplamente o total de exoplanetas conhecidos hoje. Entre os objetivos estão planetas pequenos em órbitas longas, regiões pouco exploradas da Via Láctea e a busca por novos tipos de planetas.
Rumo ao lançamento
O observatório deve mapear cerca de 100 milhões de estrelas e explorar áreas pouco estudadas da nossa galáxia. A missão complementa dados de Gaia, da ESA, ao observar infravermelho para enxergar além da poeira estelar. O Roman poderá observar através de regiões densas da galáxia pela primeira vez.
O que muda com o Roman
Batizado em homenagem a uma líder da NASA e conhecida como a “Mãe do Hubble”, o Roman representa uma evolução do Kepler. Enquanto o Kepler detectou exoplanetas a partir de observações de transito, o Roman utiliza também microlentes gravitacionais. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre a diversidade de planetas e a estrutura da Via Láctea.
A trajetória do Roman até o espaço passou por fases de mudança de nome — de Wide Field Infrared Survey Telescope (WFIRST) para Roman em 2020 — e por debates orçamentários nos Estados Unidos. O projeto ganhou fôlego após o Congresso manter o financiamento, permitindo o avanço para a fase de lançamento.
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