- A tripulação da Artemis II entrou na esfera de influência da Lua, onde a gravidade lunar supera a da Terra.
- A cápsula Orion passará pouco mais de 4.000 milhas (cerca de 6.400 km) acima da superfície lunar durante o sobrevoo de seis horas.
- O percurso em forma de oito sem parar para pouso busca a maior distância já alcançada por humanos da Terra, superando o recorde de Apollo 13.
- Os astronautas poderão ver toda a superfície esféricamente, incluindo áreas próximas aos polos, e até observar um eclipse solar total de onde estiverem.
- Haverá blackout de comunicação com a Terra por cerca de 40 minutos quando a Lua bloquear sinais da Deep Space Network durante o sobrevoo.
O módulo Orion da missão Artemis II entrou na esfera de influência da Lua, onde a gravidade lunar supera a força da Terra. A etapa marca o início do sobrevoo mais distante já realizado por humanos, a ser concluído em poucos dias.
A tripulação é composta por três norte-americanos e um canadense. Eles se preparam para o sobrevoo de aproximadamente seis horas, que os levará a pouco mais de 4 mil milhas (cerca de 6,4 mil quilômetros) acima da superfície lunar.
O objetivo é observar toda a face da Lua, incluindo regiões próximas aos polos, sem pousar. O trajeto utiliza uma trajetória de retorno livre, que aproveita as gravidades terrestre e lunar para economizar combustível.
O sobrevoo ocorre após o início da missão na última quarta-feira. Os astronautas tentarão superar o recorde de maior distância já atingida por humanos, mantido pelos participantes da missão Apollo 13, em 1970.
Durante o percurso, o Orion verá a Lua com olhos nus e por meio das câmeras embarcadas. O período de comunicação direta com a rede Deep Space ficará em blackout de cerca de 40 minutos quando o módulo se encontrar atrás da iluminação lunar.
A equipe já realizou demonstrações de pilotagem manual e revisou o plano de sobrevoo lunar, com foco em análises e fotografias de características da superfície. A missão também amplia o conjunto de imagens da face oculta, antes inacessível às seis missões Apollo.
O diretor-executivo da Artemis, Jared Isaacman, afirmou que a prioridade é compreender o ecossistema da nave e o sistema de suporte à vida, já que este é o primeiro voo com a nova cápsula em uso. Dados coletados orientarão futuras etapas, como Artemis III e Artemis IV.
Em paralelo, a equipe de apoio testou os trajes de sobrevivência, usados em situações de emergência, de lançamento e reentrada. As informações coletadas devem sustentar as próximas missões de retorno à Lua, previstas para 2027 e 2028.
O conjunto de missões Artemis busca retornar astronautas ao polo lunar até 2028 e estabelecer presença sustentável no longo prazo. O objetivo é criar uma base lunar como trampolim para futuras missões a Marte, com evidentes impactos estratégicos.
A nave deverá retornar à Terra após quatro dias de viagem, com o reentrada e o splashdown no Pacífico, marcando o encerramento do teste de voo. O lançamento e os itinerários completos são monitorados por agências internacionais.
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