- Partes de um grande satélite da Nasa devem reentrar na atmosfera na terça-feira, por volta das 19h45 (horário EDT), com a maior parte queimando antes de chegar à superfície.
- O veículo, Van Allen Probe A, pesa cerca de 600 kg e foi lançado em 2012 para investigar a faixa de Van Allen.
- Existe uma pequena chance de danos a pessoas na Terra, calculada pela Space Force como 1 em 4.200.
- Nasa e Space Force vão monitorar a reentrada e atualizar as previsões, que têm incerteza inicial de até 24 horas.
- O único caso conhecido de pessoa atingida por detritos espaciais ocorreu em 1997, quando uma moradora de Tulsa, Oklahoma, foi atingida levemente por um fragmento não identificado.
O que aconteceu: partes de uma sonda da Nasa devem reentrar na Terra nesta terça-feira à noite. O lançamento de 2012 envolve a sonda Van Allen Probe A, que retorna ao solo após passar anos estudando a radiation belt.
Quem está envolvido: a Space Force dos EUA monitora a reentrada, com apoio da Nasa. A missão envolve também a sonda gêmea Van Allen Probe B, lançadas em Cape Canaveral em 2012.
Quando e onde: a reentrada está prevista para cerca de 19h45 (horário local de verão) desta terça, com quase toda a peça queimando na atmosfera. O local de queda exata não é definido.
Por quê: o objetivo era investigar as cinturões de Van Allen, partículas carregadas que envolvem a Terra. As sondas ficaram sem combustível em 2019 e foram desativadas.
Contexto e histórico
A Space Force informou que há uma previsão inicial com margem de erro de até 24 horas. A chance de danos a pessoas é estimada em 1 em 4.200, segundo o órgão. A maior parte dos detritos deve queimar antes de alcançar a superfície.
Risco e estatísticas
Dados históricos indicam que quedas de detritos são comuns, mas o risco para qualquer pessoa é baixo. Parte da Terra é água, o que reduz ainda mais a probabilidade de contato com ocupantes. Um caso isolado ocorreu em 1997, em Tulsa, sem ferimentos.
Sobre as sondas Van Allen
As sondas foram lançadas em 30 de agosto de 2012 para estudar os cinturões de partículas da magnetosfera terrestre. Em 2019, estavam sem combustível e cessaram a orientação solar. A reentrada de 2034 não ocorreu; a de Probe A acontece agora antecipadamente.
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